Transparência Brasil pede mais ações contra a corrupção
10/10 - 14:40
Redação
O tema do combate à corrupção foi esquecido tanto pela imprensa como pelos candidatos nessas eleições. Essa é a opinião da ONG Transparência Brasil, entidade criada para o combate à corrupção. Claudio Abramo, diretor-executivo da ONG, lembra que “se não se combate a corrupção, ela se desenvolve”.
“A corrupção tem razão objetiva, é uma coisa concreta, por isso é preciso adotar políticas planejadas que ataquem essas razões”, comenta Abramo. A Transparência Brasil sugere algumas medidas, como a centralização ações, a elaboração de um diagnóstico e a divulgações de informações sobre a máquina pública, que podem ser adotadas pelos prefeitos eleitos nesta eleição, para impedir que a prática da corrupção se espalhe nos novos governos.
Claudio Abramo ressalta que essas medidas são os passos iniciais para o combate à corrupção e “não esgotam o assunto”. “Para qualquer área estrategicamente importante num governo você deve ter uma centralização das ações para impedir que cada setor faça uma coisa diferente, você deve dar ordens, orientações, para manter a autoridade na administração”, cometa Abramo, sobre a importância do administrador conhecer a atuação de seus funcionários.
Além disso, Abramo cita que no diagnóstico é preciso “levantar a extensão do problema que se pretende combater” e que a “coleta de informação é crucial para permitir que o Estado seja monitorado”.
Dados da Controladoria-Geral da União demonstram que quando são feitas auditorias em programas federais repassados aos municípios, em 90% dos casos problemas graves são detectados.
Para o diretor-executivo da ONG, apenas criar órgãos ou secretarias para combater a corrupção podem ter a repercussão esperada. “Você pode ter um secretário que não faça nada, não apresente ações. Só o que evita isso é a cobrança, isso é uma função dos órgãos que fiscalizam o Estado”, adverte.
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