Comunidades em apoio a candidatos são apagadas do Orkut

26/09 - 08:05

Carolina Monterisi

Nestas eleições, os candidatos só podem utilizar a internet para fazer campanha em suas próprias páginas. Não é permitido, portanto, fazer propaganda em portais, páginas de notícias e blogs. Mas... e o Orkut?

 

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Como o Tribunal Superior Eleitoral não pode proibir que as pessoas expressem suas opiniões publicamente, dezenas de comunidades em apoio a candidatos e partidos foram criadas nos últimos meses. Mesmo assim, algumas foram deletadas pelo Google, que comanda o site de relacionamentos, sem qualquer aviso.

Uma das páginas apagadas pertencia ao candidato à Prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin. Em julho, uma comunidade criada no Orkut em seu apoio, com mais de 100 mil membros, foi apagada. Durante o videochat realizado no iG, o tucano disse que seu comitê já havia entrado em contato com a empresa para pedir que a página fosse reativada.

A candidata do PPS, Soninha Francine, também passou por algo parecido. Em 1º de setembro, a comunidade “Soninha Prefeita”, com mais de 900 membros, também desapareceu do Orkut. “Aconteceu sem aviso prévio, pedido de alteração, justificativa ou informação”, conta o criador da comunidade, Beto Sato.

De acordo com Sato, a comunidade existia desde 2004. Na época, declarava seu apoio ao mandato da candidata na Câmara dos Vereadores e servia de ligação direta entre Soninha e seus eleitores. Sato diz que já enviou 16 solicitações ao Google durante a semana e não obteve resposta alguma.

Procurado pela reportagem, o Google não quis comentar o assunto.

Caso gaúcho

Em Porto Alegre, a candidata do PC do B à prefeitura, Manuela d’Ávila, também recebeu ordem do TRE para apagar uma comunidade no Orkut. Na época, o juiz responsável pelo caso considerou que a página criada no site de relacionamentos servia como propaganda para Manuela.

A assessoria da candidata se manifestou, afirmando que não havia criado a comunidade e não tinha poder sobre ela. Dias depois, em 25 de julho, a Justiça voltou atrás e retirou o pedido, alegando que não existiam provas de que a candidata tivesse se beneficiado com a comunidade.

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