Nordeste fez campanha mais cara entre as regiões brasileiras

Estimativas de gastos das campanhas aos governos dos Estados nordestinos somaram R$ 451 milhões

Janaina Ribeiro, iG Alagoas |

O Nordeste, que teve 59 candidatos disputando o governo em nove Estados, foi a região que estimou gastar mais dinheiro com campanhas eleitorais. Os números divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral mostraram que os concorrentes somaram, nada menos, que R$ 451,7 milhões em estimativas de gastos.

O Ceará, com uma previsão de R$ 124 milhões divididos por seis concorrentes, teve a campanha eleitoral mais cara da região. Sergipe, com sete postulantes à cadeira de governador, divulgou o pleito mais modesto: R$ 18,7 milhões.

Alagoas, Estado que teve 21 cidades castigadas pelas enchentes que deixaram milhares de pessoas desabrigadas e desalojadas em junho passado, estimou gastar, entre os seis candidatos, R$ 55 milhões, ficando atrás de Pernambuco, Estado que também teve seis concorrentes que informaram querer gastar até R$ 44 milhões em suas campanhas.

No Sudeste, região que abriga os maiores colégios eleitorais do País, 25 candidatos relataram à Justiça Eleitoral uma previsão de R$ 361,8 milhões em custos na disputa pelo comando de quatro Estados: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

São Paulo, que teve nove políticos querendo chefiar o Palácio dos Bandeirantes, registrou a disputa mais concorrida e cara do país: R$ 195,6 milhões. Já a campanha mais barata ficou com os candidatos do Acre, na região Norte do Brasil. Com apenas dois concorrentes, os gastos foram estimados em R$ 8,8 milhões.

Em somas gerais, os candidatos aos governos estaduais estimaram desembolsar R$ 1,5 bilhão para conseguir se eleger ou reeleger. O valor foi quase quatro vezes maior que o total de gastos previstos pelos três candidatos que se posicionaram melhor nas pesquias eleitorais para a Presidência da República. A ex-ministra Dilma Rousseff (PT), o ex-governador José Serra (PSDB) e ex-senadora Marina Silva (PV) orçaram suas campanhas eleitorais em R$ 427 milhões.

Doações

Para disputar uma eleição, a Justiça Eleitoral autoriza que cada candidato arrecade recursos suficientes para disputar o cargo desejado. Mas esse quantitativo não é aleatório. O dinheiro pode ser do próprio político, vir de doações de pessoas físicas e jurídicas, de outros candidatos, dos comitês financeiros e dos partidos políticos por meio do repasse de recursos do Fundo Partidário. Pessoa física pode doar 10% do seu rendimento bruto. Já a pessoa jurídica, apenas 2% do mesmo faturamento.

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