No RS, Paim critica pesquisa do Ibope e voto secreto no Congresso

Senador gaúcho explicou propostas para a reeleição em encontro com blogueiros e representantes de veículos da mídia independente

Alexandre Haubrich, iG Porto Alegre |

A tarde desta segunda-feira foi tempo de encontro com a mídia independente para o senador Paulo Paim, candidato à reeleição pelo PT. Com cerca de 15 blogueiros e representantes de pequenos jornais, Paim criticou as pesquisas divulgadas neste fim de semana pelo Ibope e afirmou estar pronto para qualquer debate, além de falar sobre o que pretende fazer caso se reeleja.

Paim e seus assessores estranharam que, na pesquisa do Ibope, enquanto na espontânea o petista aparece com o dobro das intenções de voto de Germano Rigotto, do PMDB, na estimulada os dois estejam empatados, com 46% das intenções de voto, seguidos de perto por Ana Amélia Lemos, do PP, com 40%. “Na última eleição eu estava em quarto ou quinto lugar nas pesquisas, e sabia que havia manipulação. Pesquisa não ganha eleição”, afirmou Paim.

O petista também criticou o voto secreto no Congresso: “Em um regime democrático é um absurdo que um homem público tenha que se esconder atrás de voto secreto para mostrar sua posição”, reclamou.

O encontro ocorreu no escritório do senador, e a primeira observação foi sobre a forma como, segundo Paim, o Senado deve ser visto: “meu olhar sobre o senador não é apenas de um representante do Estado, mas um olhar social”, afirmou. Paim destacou suas iniciativas mais conhecidas, como o Estatuto do Idoso e o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que deve ser aprovado ainda este ano.

Propostas
Sobre os desafios e propostas para um possível novo mandato, Paim defendeu um orçamento participativo que determine de baixo para cima para onde vai o dinheiro federal, com as discussões feitas por região, e as bancadas apenas repassando as demandas definidas.

Outro ponto destacado foi a educação técnica. O senador defendeu a instalação de uma Escola Técnica em cada cidade do país. Paim defendeu ainda a redução da jornada de trabalho, com compensação para os empresários através da redução de tributos, e o controle social da mídia.

O senador apresentou seu site , por meio do qual pretende receber boa parte das doações de sua campanha, que, explicou, será nacional. “Leis que faço não beneficiam apenas o Rio Grande do Sul, mas todos os estados”, defendeu o senador, que destacou também a importância de dar continuidade ao trabalho já iniciado no Senado.

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