No RJ, Dilma faz campanha em zona de conforto

Serra também escolheu zona sul do Rio de Janeiro, região onde obteve mais votos

Andréia Sadi e Flávia Salme, iG Rio de Janeiro |

nullNo último final de semana antes da definição do segundo turno, os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) fizeram campanha em zonas de conforto. Dilma escolheu a zona oeste, onde obteve um número mais expressivo de votos e Serra foi para a zona sul da cidade. No primeiro turno, houve intensa discussão sobre a religião e, por conta disso, no segundo turno, candidatos buscam o voto de Marina Silva (PV), que segundo o TSE, obteve a segunda maior votação do Estado, de 31,52%, perdendo somente para Dilma (43,76%). Já Serra obteve 22,53%.

Depois de percorrer por quase duas horas as ruas de Realengo, Padre Miguel e Bangu em ato de apoio à sua candidatura, Dilma não parou para falar com a imprensa, mas avaliou como ‘maravilhoso’ o apoio que recebeu da população presente. “Foi uma coisa maravilhosa, algo que fortalece. É como energia que sobe e passa pela gente toda. É um final de campanha maravilhoso”, disse. Lula também não deu declarações à imprensa mas deixou escapar a preferência pela região da cidade. “Acho que foi importante porque a zona oeste do Rio é um lugar especial para fazer campanha”, apontou o presidente.

Votos evangélicos e verdes
Presente na caminhada, o senador reeleito Marcelo Crivella (PRB), que faz parte da Igreja Universal do Reino de Deus, avalia que Dilma recuperou os votos evangélicos de Marina, porém confessa que a preocupação agora é o percentual dos indecisos. Crivella ainda disse que contará com o apoio de outros políticos da Frente Parlamentar Evangélica, os senadores Magno Malta (PR-ES) e Walter Pinheiro (PT-BA) para a missão. “No 1º turno fiz mais campanha para Dilma do que para mim. (...) quando me elegi, chegava nos lugares e as pessoas diziam que agora era 45 (legenda de Serra) porque 13 (legenda de Dilma) era do diabo. Estou convicto que consegui reverter essa situação”, completou o senador.

Carlos Minc, que substituiu Marina Silva no Ministério do Meio Ambiente, também estava presente na carreata e afirmou ter feito esforços próprios para evitar qualquer saia justa, como a ocorrida nesta semana na cidade, em que Serra foi atingido pela militância petista em caminhada. “Eu mesmo preparei um email para a militância do PT não ir para Copacabana porque a nossa capacidade de fazer m.... é grande”, disse. Elogiando o último programa de Dilma (que falou de meio-ambiente), o ministro ainda criticou a discussão em torno da questão religiosa. “Eu vinha pedindo há muito tempo menos água benta e mais questões ambientais”.

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