No Rio, campanha de Serra será maior na zona oeste e na Baixada

Vice do tucano, Indio da Costa reuniu lideranças da coligação e defendeu a ideia de que Dilma 'ameaça a liberdade de expressão'

iG Rio de Janeiro |

Em encontro com lideranças políticas que integram a coligação PSDB-DEM-PPS em apoio à candidatura do tucano José Serra à Presidência, nesta quarta-feira (13), o candidato a vice, Indio da Costa (DEM), evitou ataques diretos à adversária do PT, Dilma Rousseff . Ele, no entanto, insistiu que a campanha petista é um risco à “liberdade de expressão”. Na reta final da campanha, as lideranças do DEM no Rio querem intensificar esse discurso na zona oeste e na Baixada Fluminense.

O grupo promete percorrer bairros como Bangu, Santa Cruz e Campo Grande, todos na zona oeste, a fim de fortalecer nas lideranças locais a ideia de que com a possível vitória de Dilma “ficam ameaças a liberdade de imprensa, a liberdade de expressão, o direito de propriedade”, disse o deputado federal reeleito do DEM, Arolde de Oliveira. De acordo com o parlamentar, a estratégia da campanha de Serra no Rio nos próximos dias, será “esclarecer a população” sobre os “riscos de uma possível vitória” da petista.

"A Dilma é do PT, que votou contra a Constituição. Agora o partido dela e seus aliados são maioria constitucional. Se ela ganhar, ficaríamos à mercê da cabeça dela. Mas, se o que ela quer fazer consta desse programa de direitos humanos do PT, como a legalização do aborto e da união civil entre homossexuais, vai ser muito ruim para o Brasil”, disse Arolde. “Se ela ganhar as eleições, nós vamos ter dias muito negros para as liberdades democráticas que nós conquistamos”, afirmou.

Sem a presença de caciques das legendas coligadas -- como o ex-prefeito Cesar Maia (DEM), derrotado na corrida ao Senado; o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito dos Santos, presidente regional do PSDB, e do candidato derrotado ao governo do Estado, Fernando Gabeira (PV), que esteve coligado com o grupo no primeiro turno, no Rio--, Indio da Costa pediu aos aliados que estimulem os eleitores conhecidos a não viajarem no feriado de Finados, dia 2 de novembro, posterior ao pleito do dia 31.

Mostrando-se afinado com a coordenação da coligação pró-Serra no Rio, Indio afirmou: “Segundo turno é outra eleição. Vota no Serra é votar na liberdade de expressão”.

Para convencer eleitores da zona oeste e da Baixada Fluminense a eleger o tucano, Indio ainda defendeu as Unidades de Política Pacificadora (UPPs), carro-chefe da campanha pela reeleição do governador Sérgio Cabral (PMDB) – aliado de Dilma, e disse ainda que se Serra vencer serão feitas obras para garantir saneamento básico em toda a Baixada Fluminense.

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