No programa final, Mercadante crítica Alckmin, que usa familiares

Na propaganda final na TV, candidatos ao governo de São Paulo evitam ataques muito duros e colam imagem a outros políticos

iG São Paulo |

O último programa eleitoral da disputa pelo governo de São Paulo foi marcado por otimismo por parte dos tucanos e pelo pedido de cautela por parte dos petistas. Enquanto Geraldo Alckmin (PSDB) explorou os números das pesquisas que o colocam na dianteira da disputa no Estado, Aloisio Mercadante (PT), usou exaustivamente a imagem do presidente Lula e pediu reflexão para os eleitores na hora do voto.

No último programa, Alckmin destacou a imagem de pai de família, exibindo cena dos filhos, da esposa e dos netos. Aloisio Mercadante optou pelo papo direto com os eleitores, destacando as falhas na educação do Estado. “Pode parecer que São Paulo está bem, mas depois de 16 anos do PSDB, não pode estar bem se o seu filho passa de ano sem aprender, por causa da aprovação automática”, disse o petista.

Mercadante abriu seu último horário eleitoral enfatizando que o adversário tucano fugiu dos confrontos diretos com o petista nos debates. O encerramento de Alckmin contou com fogos de artifício e imagens de Aloysio Nunes e José Serra. O de Mercadante com a imagem do presidente Lula no comício de São Paulo.

Já o candidato do PP, Celso Russomanno, investiu no depoimento dos eleitores e no jingle cantado por Silvio Brito, a famosa canção “Chega”, que fala de corrupção e ajuda ao próximo. Russomanno admitiu que fez uma campanha humilde, com poucos recursos mas sem ataques e sem baixaria.
Paulo Skaff, por sua vez, também investiu na imagem da família, reunindo todos os entes mais próximos em uma sala para dar seu recado final de mudança e renovação dos políticos. Encerrando com jingle tema de campanha: “O Skaff chegou...”.

Senado

Os programas do Senado foram mais simples, com depoimentos dos próprios candidatos falando diretamente com eleitor. Marta Suplicy (PT) usou imagens de suas realizações em São Paulo e explorou a coragem de enfrentar os problemas da cidade e multiplicidade étnica do Estado. “Nosso Estado é formado por mil povos e pessoas de todo o Brasil. Esse espírito bandeirante estará comigo em Brasília.

Me dê o seu voto e serei a melhor representante de São Paulo Senado”, disse a petista.
Vice líder nas pesquisas, Netinho de Paula (PCdoB) também optou pelo diálogo direto com o eleitor, relembrando a origem humilde de vendedor de balas. O pagodeiro voltou a colar sua imagem na de Lula e na de Mercadante.

Aloysio Nunes (PSDB) explorou o passado de guerrilheiro e exilado político, dizendo que sempre fez as coisas com conficção e coragem. O candidato com mais tempo de TV entre os candidatos ao Senado colou sua imagem nos companheiros de chapa, Geraldo Alckmin e José Serra, num último esforço para capitalizar o voto tucano.

“Abomina demagogia e corrupção. Tudo que disse aqui correspondem às minhas convicções. Não propus nada que não posso realizar no Senado”, destacou o tucano, que encerrou o programa pedindo para que a militância tucana conquistem novos votos.

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