Além da candidatura ao Senado, indicação de vice-governador também aguarda definição como parte da cota do PDT

O PSDB homologou nesta sábado a candidatura de Beto Richa ao governo do Paraná e aprovou na convenção estadual, encerrada por volta das 14 horas, a coligação de partidos. Como era esperado, o partido deixou uma das vagas ao Senado em aberto, à espera da decisão do senador Osmar Dias, que deverá oficializar ou não a coligação na terça-feira.

O deputado Valdir Rossoni, presidente estadual do partido, disse que, conforme o proposto pelas lideranças, além da vaga ao Senado ficará aguardando definição a indicação do vice-governador, parte também da cota do PDT. Cerca de 800 delegados participaram do encontro, no Expotrade Convention Center, em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba.

Rossoni disse estar otimista quanto a uma resposta do favorável do Diretório Nacional PDT à consulta encaminhada ontem por Osmar Dias, para que “possamos consolidar a formação dessa grande aliança”. Afirmou ainda que “os tucanos de todo o estado estão de parabéns pela demonstração de força e carinho ao candidato Beto Richa, o futuro governador do Paraná”. Ao chegar, já anunciava que “estamos recebendo aliados e correligionários de braços abertos”.

Também no Expotrade foi realizada a convenção do Partido Progressista (PP), que é presidido pelo deputado federal Ricardo Barros, candidato ao Senado confirmado na chapa encabeçada pelo PSDB.

Caso seja selado o acordo com Osmar Dias, o PDT indicará o deputado Augustinho Zucchi como candidato a vice de Beto. Sem coligação, os tucanos recorreriam ao deputado federal Gustavo Fruet ou ao senador Flávio Arns para o segundo nome ao Senado.

Além do PP, já confirmado, e do PPS que deve decidir pela coligação no dia 30, o PSDB deverá ter o apoio também do DEM, PSB, PMN, PTB, PTN,PHS e PSDC.

Mais otimismo
Em entrevista coletiva, o ex-prefeito Beto Richa também se revelou otimista sobre o apoio de Omar Dias. “Nunca escondi a admiração que tenho pelo senador. Conseguiremos reeditar a forte coligação que fizemos em 2004, 2008 e 2006, e acredito que esse é o caminho natural do PDT. Conosco ele não terá nada a explicar para opinião pública. Mas vamos aguardar com uma expectativa bastante otimista. Caso não seja possível, temos valorosos companheiros que poderão completar a chapa. Quanto ao vice, nós vamos conversar, mas não abro mão que a palavra final seja minha”, disse.

Para Ricardo Barros, a composição política “está forte e deverá melhorar com a entrada de Osmar no páreo”.

Já Osmar Dias, em seu twitter, corrigiu a informação de que teria definido, afinal, o seu destino na política paranaense. “O documento encaminhado ao PDT Nacional é apenas a consulta formal sobre proposta feita pela PSDB.”

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