No Maranhão, PT agora se divide sobre rumo da campanha de Dilma

Partido, que rachou na eleição para o governo estadual, segue dividido na hora de promover a presidenciável petista no 2º turno

Wilson Lima, iG Maranhão |

Apesar do término das eleições para o governo do Estado do Maranhão, o PT maranhense segue dividido no segundo turno. A ala ligada à base de sustentação da governadora reeleita Roseana Sarney (PMDB) quer uma união de forças dentro do partido para ajudar na campanha em favor da presidenciável Dilma Rousseff no Estado. A chamada ala radical, que apoiou Flávio Dino (PCdoB) no primeiro turno , irá fazer uma campanha independente.

Na prática, isso significa que Dilma terá duas campanhas distintas de um mesmo partido no Maranhão. Um dos ex-coordenadores da campanha de Dino no Maranhão, o petista Sílvio Bembém afirmou que essa é uma posição de coerência. “Não se trata de radicalismo. Nós, contra a aliança com o PMDB, defendemos uma luta contra a oligarquia a anos. Não seria agora que iríamos adotar uma outra postura”, relatou.

Durante esta semana, os petistas chamados radicais divulgaram um manifesto questionando a vitória de Roseana Sarney no Estado. Eles também estão articulando manifestações e ações com movimentos sociais e sindicatos para promover a candidatura de Dilma no interior. Entre as entidades que devem participar desses movimentos estão a Central Única dos Trabalhadores do Maranhão (CUT).

O presidente da executiva estadual do PT, Raimundo Moteiro, declarou no início do segundo turno que pretendia unir forças da base de sustentação de Roseana e de partidos de oposição ao governo pemedebista no Maranhão, mas que são da base do governo Lula, em prol de Dilma Rousseff. Nenhum representante dos partidos que deram sustentação às candidaturas de Dino ou de Jackson, como o PCdoB ou o PDT, são favoráveis a essa aliança. O PDT, inclusive, apesar de ser um partido coligado ao governo Lula nacionalmente, apóia a candidatura de Serra no Maranhão.

Essa não é a primeira vez que o PT tem divergências internas. Desde o início do ano, ocorrem trocas de acusações entre os chamados radicais e os aliados à governadora Roseana Sarney. Os radicais foram contra o apoio do PT à candidatura do PMDB ao governo do Estado, tanto que o deputado federal eleito Domingos Dutra (PT), realizou uma greve de fome com o intuito de obter liberação do partido para apoiar qualquer candidato no Maranhão.

No início das eleições, a sede do partido também foi motivo de briga entre petistas. Os radicais utilizaram a sede estadual do PT, em São Luís, como comitê pró-Dino. Os aliados à Roseana Sarney, por sua vez, registraram queixa na polícia contra os colegas do partido e trancaram a sede com cadeados.

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