No Maranhão, 'herdeiros' ocupam 10% das vagas na Assembleia

Nomes envolvidos em polêmicas estão entre os novos deputados estaduais maranhenses

Wilson Lima, iG Maranhão |

Das 42 cadeiras da Assembleia Legislativa do Maranhão, quatro (ou 10% da casa) foram ocupadas por herdeiros políticos do Estado. Alguns nomes voltam à cena legislativa e outros ampliaram sua esfera de poder. Mas, entre esses herdeiros, dois deles entram com o nome envolvido em polêmicas durante a eleição.

Um deles é André Fufuca (PSDB), filho do deputado estadual Fufuca Dantas (PMDB) e ex-vereador da cidade de Alto Alegre do Pindaré. André disputou a eleição no lugar do pai que teve sua candidatura impugnada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão (TRE-MA), que teve suas contas reprovadas pelo Tribuna de Contas do Estado, na época em que Dantas era prefeito.

Outra é a deputada estadual Gardênia Castelo (PSDB). A tucana é filha do prefeito de São Luís, João Castelo (PSDB) e durante o período de campanha, o Ministério Público Eleitoral (MPE) proibiu o tucano de distribuir fardamento escolar para alunos da rede pública municipal da capital, sob a justificativa de que o ato estaria beneficiando diretamente Gardênia Castelo. Essa foi a primeira vez que a deputada foi eleita pelo voto popular.

Os outros herdeiros políticos na nova Assembleia Legislativa do Maranhão são Neto Evangelista (PSDB) e Rogério Cafeteira (PMN). Evangelista é filho de João Evangelista, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão nos biênios 2005/2006 e 2007/2008. João Evangelista morreu esse ano vítima de um câncer no cérebro. Já Rogério Cafeteira é sobrinho do senador Epitácio Cafeteira (PTB) e adotou até mesmo a logomarca do tio em seus panfletos para conseguir a eleição este ano.

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