No JN, Dilma retoma acusações contra Serra

Candidata negou contradição de suas declarações e disse que houve ¿muita confusão¿ na polêmica sobre sua posição sobre o aborto

Andréia Sadi, iG Brasília |

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff , disse nesta segunda-feira (18) durante entrevista ao Jornal Nacional, da TV Globo , que houve “muita confusão” na polêmica envolvendo a sua posição sobre o aborto. Dilma negou contradição entre as suas declarações, mas disse que tem duas posições diferentes: “uma como cidadã e outra como presidente da República”.

“ Sou contra o aborto (..) Mas não posso como presidente da República fingir que estas mulheres (que fazem o aborto) não existem. Não podemos fingir que elas fazem isso em situações muito precárias. A minha posição sempre foi a seguinte: você não pode prender essas mulheres”, afirmou.

Na campanha petista, a avaliação é que os boatos envolvendo temas polêmicos como a descriminalização do aborto tirou votos entre o eleitorado religioso e contribuiu para impedir que Dilma ganhasse a eleição no primeiro turno. A religiosos, a petista assumiu na semana passada o compromisso de não apoiar o projeto de legalização do aborto.

Dilma voltou a ser questionada a respeito do escândalo que derrubou Erenice Guerra, seu ex-braço direito, da Casa Civil e disse que “ninguém controla o governo inteiro”. “O que você precisa ter garantia é que, havendo mal feito, você investiga e pune”, defendeu. A petista aproveitou para cobrar o adversário José Serra no caso Paulo Preto. Segundo reportagem da revista IstoÉ , em agosto, o engenheiro da Dersa foi acusado de ter arrecadado e desviado R$ 4 milhões da campanha de Serra. “Não houve uma investigação nem processo. Há uma diferença entre que pune e quem acoberta”, acusou.

Sobre quem convidou Ciro Gomes (PSB) para a coordenação da campanha, que disse que Serra era mais preparado que Dilma para a Presidência no primeiro turno, a petista afirmou que Ciro estava “magoado” na época da declaração por ter sido preterido como candidato à Presidência do PSB e foi ele quem procurou a campanha neste segundo turno. “Nós aceitamos prontamente”, relatou.

Líder nas pesquisas durante o primeiro turno, Dilma Rousseff afirmou também que o eleitor levou a campanha para segundo turno porque queriam mais tempo. “O eleitor queria uma oportunidade a mais”, afirmou.

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