No exterior, imprensa destaca segundo turno no Brasil

Portais e jornais creditam ao surpreendente desempenho de Marina Silva o fato de a eleição não ter sido decidida no primeiro turno

iG São Paulo |

A eleição presidencial brasileira foi destaque mundo afora. Em sua página na internet, a agência estatal inglesa BBC colocou no topo dos destaques a notícia de que a eleição brasileira para a presidência da República vai para o segundo turno. A matéria diz que o forte desempenho da candidata do Partido Verde, Marina Silva , que chegou a 19% dos votos válidos, pode ter custado a vitória no primeiro turno à candidata governista Dilma Rousseff .

Reprodução
Página da rede Al Jazeera destaca a eleição brasileira

The New York Times

O The New York Times também dá destaque ao fato de Dilma não ter conseguido derrotar seu principal oponente, José Serra (PSDB), no primeiro turno. “Apesar de sua falta de experiência política e de carisma, ela surfou em uma onda de prosperidade e otimismo no Brasil surgida sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cujos índices de aprovação são de cerca de 80%”, diz a matéria do periódico em sua edição online.

The Guardian

No britânico The Guardian, a matéria sobre a notícia da ida da eleição presidencial para o segundo turno afirma que a liderança de Dilma nas pesquisas e também nas urnas ocorre mesmo com o fato de muitos eleitores desconhecerem a candidata – à qual muitos eleitores se referem apenas como “a mulher do Lula”. “No Rio de Janeiro, um eleitor disse ao Guardian nesta semana que pretendia votar na candidata de Lula, ‘Telma’”, diz um trecho do texto.

El País

A capa do site do jornal espanhol El País estampa uma foto de Dilma Rousseff ao lado de Tarso Genro com o título “A herdeira de Lula vence, mas não consegue evitar o segundo turno”. O texto lembra que, em um breve pronunciamento depois do resultado, a candidata fez um “agradecimento muito especial” ao presidente Lula e que agora terá a possibilidade de detalhar melhor suas propostas. O jornal espanhol diz ainda que o candidato José Serra salvou "a duras penas sua carreira política” e que Marina Silva se consolida como uma alternativa viável.

The Economist

A revista inglesa The Economist, que recentemente publicou uma capa sobre o crescimento da economia do Brasil, afirma que uma “votação em massa de eleitores de um terceiro partido forçou o segundo turno” no País. Uma das mais conceituadas revistas do mundo, a Economist diz na reportagem que a disputa presidencial foi uma corrida entre dois candidatos, mas faz uma menção especial a Marina Silva. De acordo com a revista, os quase 20% da candidata do Partido Verde representaram um “resultado extraordinário”, principalmente porque analistas diziam que ela deveria ficar muito contente se conseguisse juntar 15% dos votos válidos.

China Daily

Em sua edição na internet, o China Daily faz uma leitura peculiar ao fato de Dilma não ter conseguido vencer no primeiro turno: o crescente número de evangélicos no País. “O Brasil é majoritariamente católico, mas o número de evangélicos tem crescido, e muitos desses eleitores abandonaram a candidatura de Dilma à medida que a eleição se aproximava”, diz o texto. “E Marina Silva, do Partido Verde, ela própria uma evangélica, parece ter sido a maior beneficiada por essa mudança de última hora”.

Al Jazeera

A rede Al Jazeera, em sua página na internet, diz que nenhum dos três principais candidatos tem o “carisma magnético” de Lula, mas que todos eles têm histórias “tão fascinantes quanto a do presidente”. Na sequência, o texto destaca o passado de Dilma como “militante armada que resistiu à ditadura militar”, a longa experiência de Serra em cargos públicos, especialmente sua passagem pelo Ministério da Saúde no governo de Fernando Henrique Cardoso, e o passado de pobreza e superação de Marina Silva.

Corriere della Sera

O Corriere della Sera trouxe na capa do seu site apenas o início da apuração dos votos no Brasil. A reportagem mostra que Dilma Rousseff vencia a corrida quando a edição foi encerrada às 23h do horário local, mas que não tinha conseguido a maioria para se eleger no primeiro turno. E trouxe uma informação interessante: a candidata do governo foi a mais votada pelos brasileiros que vivem na Itália, com 44,1% dos votos. Ela foi seguida por Serra, com 31,6%, e por Marina Silva, com 19,4%. De acordo com informações da Embaixada Brasileira em Roma, 1,9 mil brasileiros foram às urnas no País.

Clarín

Com uma foto de Dilma Rousseff fazendo o sinal da vitória, o jornal argentino Clarín colocou em sua manchete principal que a candidata do governo ganhou as eleições, mas que haverá segundo turno. O periódico cita em uma reportagem curta que a candidata se considera um “projeto de crescimento com distribuição de renda, inclusão e ascensão social” para o Brasil. Sobre o candidato José Serra, o Clarín afirma que ele disse que "o País pertence ao povo".

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