O senador Osmar Dias, do PDT finalmente tomou a decisão de sair candidato ao governo do estado, ao lado de Roberto Requião (PMDB) e Gleisi Hoffmann (PT). Até o início da noite desta quarta-feira, o nome do vice não tinha sido revelado, por divergência no PMDB, onde uma ala apoiava Caito Quintana, líder do governo na Assembleia e, outra, o deputado federal Rodrigo Rocha Loures. A escolha do vice coube ao governador Orlando Pessuti, que abriu mão de concorrer à reeleição e indicou Rocha Loures.
O ex-governador Roberto Requião comentou a escolha, dizendo, no Twitter, disse que “Pessuti impõe sua liderança e emplaca Rocha Loures como vice do Osmar." Mais cedo, antes da escolha, que “a eleição está decidida” e brincou: “É macuco no embornal”, referindo-se ao ditado popular que significa tiro certeiro.
Em relação ao pleito de 2006, o posicionamento do ex-governador ao lado de Osmar chega a surpreender. Naquela época, Requião disputava a reeleição ao governo e Osmar foi seu adversário. A vitória de Requião só veio no segundo turno e por uma pequena diferença, cerca de 10 mil votos. Houve troca de acusações pesadas durante a campanha.
Para o presidente do PSDB, Valdir Rossoni, o lançamento da candidatura de Osmar não trouxe surpresa, pois Osmar é suscetível a “pressões políticas e domésticas”. E fez uma previsão: o senador talvez não tenha suportado a valorização de seu irmão, Alvaro, “daí sua posição quase suicida do ponto de vista eleitoral de sair a governador”.
Já o deputado federal André Vargas, secretário Nacional de Comunicação do PT, acha que o nome do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB) é o que mais soma à chapa de Osmar.