Casa do candidato ao Senado foi alvo de blitz da Polícia Civil de SP por suspeita de fraude em declaração de bens

O vereador Netinho de Paula (PCdoB), candidato ao Senado por São Paulo, se diz vítima de perseguição de seus adversários e de “bullying político” - palavra inglesa para perseguição sofrida por um indivíduo. O candidato é alvo de uma investigação criminal aberta na Promotoria Eleitoral de Barueri, na Grande São Paulo, pela suspeita de não ter declarado à Justiça Eleitoral a casa onde mora com os filhos no condomínio Alphaville 8. Ontem de manhã, a Polícia Civil de São Paulo fez uma varredura na casa do vereador.

Netinho durante comício em Guarulhos
Agência Estado
Netinho durante comício em Guarulhos
“Acredito que esta campanha trouxe à tona um fenômeno novo, o do bullying político, uma perseguição em cadeia que visa a nada mais do que desmoralizar, prejudicar. Foge ao debate político, não discute propostas e é baseada na agressão pessoal”, diz o senador em nota distribuída hoje á imprensa.

O candidato não deu mais explicações sobre a investigação e a blitz ocorrida em sua casa.

Apoio de Tuma Jr .

A mesma nota, assinada por sua assessoria, diz que a família do candidato ao Senado Romeu Tuma (PTB) se solidarizou com a “perseguição” sofrida por Netinho e que o candidato a deputado federal Romeu Tuma Jr., filho do senador petebista, declarou seu segundo voto ao comunista.

“Essa é uma prática comum dessas pessoas, agem no desespero e são capazes de qualquer coisa. Primeiro, a imprensa `mata´ meu pai; agora, a polícia invade a sua casa. Quero que você saiba que o segundo de nossa família é seu”, diz Tuma Jr. na nota.

Romeu Tuma está internado há mais de vinte dias no hospital Sírio Libanês onde, segundo a sua assessoria, trata de uma afonia. Na semana passada, o site de um jornal noticiou erroneamente que Romeu Tuma teria morrido.

Com informações da Agência Estado

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