'Não somos perfeitos', diz Dilma sobre não ler programa

Documento registrado no TSE com viés radical foi substituído por outro com tom mais ameno

Ricardo Galhardo e Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

“Nós não somos perfeitos. Nós erramos. Não me consta que o partido adversário não erre. Até porque em matéria de erros eles cometeram mais do que nós”. É dessa forma que a candidata do PT, Dilma Rousseff, explicou a confusão em torno do registro de seu programa de governo junto à Justiça eleitoral.

O partido registrou na Justiça Eleitoral um programa, assinado por Dilma, com propostas polêmicas como a tributação sobre grandes fortunas e o controle da mídia. Pouco depois, o texto foi substituído por outro mais ameno. Dilma considerou que a imprensa tem feito "muito barulho por nada" e que o debate sobre o programa de governo, ou seja, sobre as diretrizes de seu governo, é uma “tentativa de politizar o impolitizável”.

A candidata explicou que assinou o texto com pressa, sem ler, pois estava embarcando para uma viagem. Segundo ela, o texto enviado ao Tribunal Superior Eleitoral é do PT e não da campanha. “E nós não concordamos com vários pontos do programa do PT e a campanha é baseada numa coligação”, afirmou.

De acordo com Dilma o texto final só ficará pronto quando as contribuições dos demais partidos que integram a aliança forem anexados.

'Somos diferentes'

Dilma disse ainda que a proposta feita pelo adversário, José Serra (PSDB), de dobrar o número de beneficiados do Bolsa Família tinha interesses eleitorais. “As pessoas têm que entender a diferença entre quem faz promessas em época de campanha e quem não faz promessa em época de campanha apenas e depois realiza. Nos realizamos", disse a petista. 

"Fizemos o Bolsa Família e ampliamos sistematicamente a cobertura do Bolsa Família. Não se trata de duplicar ou aumentar em 50%, porque o objetivo não é eleitoral. Desculpem a paixão mas é porque se não fica parecendo que somos todos iguais, mas não somos. Temos visão de mundo diferentes, visão e projetos diferentes. Nossa questão sociais não é uma carta a mais. É um projeto de governo”, disse Dilma

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