'Não posso ficar me insinuando', diz Aleluia sobre vice

Deputado baiano listado entre os possíveis nomes para a vice de José Serra diz que, por enquanto, prioridade é a reeleição

Aura Henrique e Lucas Esteves, iG Bahia |

O deputado federal José Carlos Aleluia (DEM), nome baiano cogitado para vice na chapa do presidenciável José Serra (PSDB), disse nesta terça-feira (15) que não foi oficialmente convidado ao posto e que sua prioridade, no momento, é a reeleição. O parlamentar do DEM admitiu a possibilidade de seu nome “emplacar” no processo, mas afirmou que seu apoio a Serra é “incondicional”.

“Estarei com ele em qualquer hipótese”, avisou Aleluia. Se for convidado para ocupar o posto de vice e aceitar, ele arriscará uma candidatura com vitória tida como certa rumo ao sexto mandado de deputado federal. Segundo Aleluia, sua candidatura a vice foi sugerida por “amigos” e pela necessidade de escolha de um nome para a vaga. O deputado afirma, entretanto, que não cabe a ele aventar seu próprio nome. “Não posso ficar me insinuando”, esquivou-se.

O presidente nacional do DEM, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), lidera o esforço para que a sigla indique o nome que vai acompanhar Serra nas eleições. Para ele, Aleluia é o político, neste momento, mais habilitado à tarefa dentro da legenda. Mas observadores acreditam que o apoio vem para retribuir contribuição dada pelo deputado baiano a Maia quando pleiteava a presidência do partido.

Após a recusa do ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) de assumir o posto e compor a chapa puro-sangue sonhada pelos tucanos, a briga é, segundo informações de bastidores, para garantir que o DEM tenha a prerrogativa da indicação, tese que Aleluia procura afastar. “O partido está unido, nós (DEM e PSDB) estamos unidos”, garantiu.

A Bahia é estratégica nas eleições deste ano, já que é o quarto colégio eleitoral do País, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Não por acaso, Serra escolheu Salvador para realizar, no último sábado (12), a convenção nacional que homologou sua candidatura presidencial. A capital baiana abriga também o maior colégio eleitoral do Nordeste, onde a candidata petista ao Planalto, Dilma Rousseff, desponta nas pesquisas.

Outro nome baiano ventilado para o posto de vice, ainda que de aceitação improvável, foi o do candidato ao governo e presidente da legenda no Estado, Paulo Souto (DEM). Para Aleluia, a possibilidade de Souto aceitar, caso convidado, não existe. “Paulo Souto está tecnicamente empatado com o governador (Jaques Wagner)”, afirmou, demonstrando acreditar na volta do colega ao Palácio de Ondina.

Fora da Bahia

Aleluia concorre com uma série de outros políticos de todo o Brasil para abocanhar a vaga de vice na chapa de Serra. Entre eles, Francisco Dornelles (PP-MG), que somaria tempo ao programa eleitoral. Na Bahia, o PP fechou coligação com o PT. Já em uma possível chapa puro-sangue, o nomes seriam os do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), do ex-ministro Pimenta da Veiga (MG) e do senador paranaense Álvaro Dias.

Em outro viés político, Flávio Arns, senador de volta ao PSDB-PR no ano passado, poderia oferecer ao grupo um tom mais à esquerda para a chapa. Mas há resistência ao seu nome por conta do seu período de oito anos que passou no PT. No DEM, a senadora Kátia Abreu (TO) chegou a ser cogitada, mas permaneceu no comando da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA). Um nome que surge ainda sem contestação é o de Itamar Franco (PPS), ex-presidente e ex-governador do segundo maior colégio eleitoral do País, Minas Gerais.

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