Na TV, Serra foca saúde; Dilma cita obras por região

Programa tucano critica a petista ao dizer que "ela teve sete anos para fazer algo pela saúde, mas ficou de braços cruzados"

Agência Estado |

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A saúde foi o tema escolhido pelo candidato do PSDB, José Serra , no programa eleitoral gratuito nesta noite de sábado. O próprio candidato afirmou que esse é "problema número um no Brasil inteiro" e que o governo federal "não fez o que devia" na área, ao deixar de dar continuidade em programas que ele patrocinou quando foi ministro da Saúde.

O programa destacou obras e programas que Serra implementou quando ocupou não só a pasta da Saúde, mas também a do Planejamento, durante o governo Fernando Henrique, como dezenas de obras de saneamento no Nordeste e a construção ou reforma de 300 hospitais. Da sua experiência como prefeito de São Paulo, foram destacadas a construção de hospitais na periferia e da central de medicamentos. Como governador do estado, foram citados os ambulatórios de especialidades.

Serra prometeu, caso eleito, realizar mais obras de saneamento, policlínicas e hospitais regionais, além de uma rede nacional de clínicas de reabilitação. No final do programa, não faltou uma provocação à adversária Dilma Rousseff (PT). "Dilma teve 7 anos para fazer alguma coisa pela saúde, mas ficou de braços cruzados", acusou um locutor.

Uma lista de realizações também foi a maneira que a campanha de Dilma usou para apresentar as "mudanças" que o Brasil tem atravessado. Com estrofes próprias para cada região no jingle de campanha, o programa fez uma espécie de turnê pelo Brasil, mostrando obras de infraestrutura. No Sul, foram destacadas obras viárias e de geração de energia. No Sudeste foi citada a parceira com governos estaduais e municipais em obras como o Rodoanel de São Paulo, universidades em Minas Gerais e UPPs no Rio de Janeiro. O Nordeste foi apresentado como a região que mais cresce no Brasil, enquanto na região Norte o programa focou a união do desenvolvimento econômico com a preservação ambiental. O foco do Centro-Oeste foi o investimento no setor agropecuário.

A campanha de Marina Silva (PV) continuou a bater na tecla do aumento da rede de apoios em todo o Brasil. Foram mostradas imagens de famosos como a cantora Adriana Calcanhoto e o ator Marcos Palmeira, que declaram apoio à candidata verde. Marina disse que os acordos que os políticos fazem nos gabinetes são desfeitos nas ruas, pela vontade do povo, e afirmou ter certeza de disputar o segundo turno.

O chamados candidatos nanicos repetiram programas anteriores. Plínio Arruda Sampaio (PSOL) defendeu o voto em deputados da legenda, Rui Pimenta (PCO) criticou os valores do Bolsa Família, Zé Maria (PSTU) voltou a defender a estatização da saúde pública, José Maria Eymael (PSDC) prometeu criar o Ministério da Família, Levy Fidélix disse ter cumprido sua missão de acusar os altos juros e impostos no Brasil e o candidato do PCB, Ivan Pinheiro repetiu o elogio a militantes "assassinados pela ditadura militar".

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