Na TV, programa tucano fala de Erenice e José Dirceu

No horário eleitoral gratuito, Dilma diz que obras do PAC não podem ser interrompidas 'de forma alguma'

iG São Paulo |

As denúncias que envolvem a ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, e declarações do ex-ministro José Dirceu publicadas pela imprensa ocuparam a segunda parte do programa do presidenciável tucano José Serra no horário eleitoral gratuito na TV, na tarde desta quinta-feira. Quando o programa de hoje foi ao ar, Erenice ainda não havia pedido demissão do cargo. A violação do sigilo fiscal da filha dele, Verônica Serra, deixou de ser assunto na peça de propaganda política.

O programa tucano tentou vincular a imagem da presidenciável petista Dilma Rousseff a Erenice Guerra e José Dirceu. Os três já ocuparam a pasta da Casa Civil. “Dilma mandava, Erenice obedecia”, diz o texto do programa, que também mostrou um vídeo com José Dirceu chamando Dilma de “minha camarada de armas”. A imagem da manchete de um jornal do Rio sobre uma declaração de Dirceu (“PT terá mais poder com Dilma do que com Lula”) foi seguida da seguinte indagação: “É isso o que você quer para o Brasil?”

A primeira parte do programa tucano tinha como objetivo mostrar que Serra levará ao Brasil as obras que ele fez em São Paulo como prefeito da capital e governador do Estado. Foram mostradas imagens das favelas de Heliópolis e Paraisópolis que, segundo o programa, estão se transformando em bairros com asfalto, creche, escolas, ambulatórios médicos, escolas técnicas. Ao mostrar imagens das favelas, o locutor ressalta que Dilma nunca foi visitar Heliópolis, porém ao mostrar Paraisópolis, o programa usa um jargão do presidente Lula para dizer que “nunca antes na sua história” Paraisópolis teve tanto.

Em suas aparições no programa, Serra diz que tem uma longa trajetória na vida pública, que não precisou de padrinho, que aprendeu a fazer e não precisará pedir autorização a ninguém quando estiver na Presidência. Disse também que nasceu em uma família humilde e morou em bairro operário numa casa de apenas dois cômodos, com banheiro do lado de fora.

O horário reservado à candidata do PT mostrou, mais uma vez, uma biografia de Dilma Rousseff com foco na sua capacidade administrativa e nas qualidades de uma mulher que “quebrou tabus, venceu barreiras e preconceitos”. O programa trouxe de volta depoimentos do ex-governador gaúcho Olívio Dutra e do presidente Lula em apoio à candidata, além da declaração de Ariovaldo Rocha, representante da indústria naval, dizendo ser apartidário e confiante na candidata.

Dilma é apresentada como a coordenadora de programas como o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), Luz para Todos e Minha Casa Minha Vida. A candidata entra em cena falando das obras do PAC dirigidas às áreas de educação, segurança, saúde e habitação e declara enfática: “Isso não pode de forma alguma ser interrompido”.

São prometidos, como programa de um eventual governo, 500 mil UPAs (Unidades de Pronto Atendimento), 6 mil creches e pré-escolas, 22 mil escolas de ensino integral, banda larga nas escolas públicas, escolas técnicas em cidades com mais de 50 mil habitantes, a continuidade do financiamento habitacional pela Caixa Econômica Federal, mais incentivo ao programa Minha Casa Minha Vida, com criação de 2 milhões de novas moradias.

De forma didática, o programa petista introduz um personagem que, através do Bolsa Família e do programa Próximo Passo, se transformou em pedreiro, conseguiu comprar um “carrinho e dois lotes” e tem uma filha na faculdade de Direito. “A Dilma vai alavancar o Brasil como o Lula está fazendo”, diz o pedreiro. O programa é encerra com o jingle “Lula tá com ela, eu também tô”.

O horário da candidata Marina Silva , do PV, teve como base a frase “Construir sem destruir”. Marina propõe mudar o jeito de fazer política no Brasil. “Em vez de briga, o diálogo para buscar o entendimento”.

Entre um programa e outro, o PSDB teve o seu direito de resposta no horário do Partido da Causa Operária (PCO). O partido tucano respondeu a acusações sobre a forma como a Petrobras foi administrada no período em que o PSDB esteve no comando da Presidência da República.

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