Na TV, Dilma fala de suas propostas para a segurança

Programa do candidato tucano divide-se entre fazer denúncias e mostrar o político "preparado e realizador"

iG São Paulo |

O horário eleitoral gratuito veiculado na TV na noite de sábado mostrou a candidata Dilma Rousseff (PT) preocupada com a violência e as drogas e o candidato José Serra (PSDB) afável ao contato com as pessoas nas ruas. Enquanto todo o programa de Dilma teve um tom otimista, o programa do tucano dividiu-se em duas partes. Na primeira, aparece um candidato experiente e realizador, capaz de resolver as mazelas do país. Na segunda, entra em cena um ator com a expressão carregada de preocupação com um eventual governo Dilma.

Já Marina Silva, do PV, voltou a apresentar-se como uma opção diferente a Serra e Dilma. Marina lembra que os tucanos criaram a CPMF e os petistas foram contra. Depois, quando o PT esteve no poder, foi favorável à continuidade da CPMF, enquanto o PSDB votou para a derrubada da contribuição. A candidata verde aproveitou a incoerência do PT e do PSDB no caso da CPMF para criticar a “disputa do poder pelo poder”. O programa dela foi encerrado com uma mensagem de apoio do músico e ex-ministro Gilberto Gil.

No seu programa, Serra diz que o Brasil precisa de alguém com “preparo e experiência”. Depois de mostrar os feitos positivos do candidato quando foi prefeito e governador, o locutor anuncia: “Serra não é dúvida, é certeza de um Brasil forte”. Em seguida, o candidato diz que é preciso comparar as candidaturas. E afirma que não chegou agora nem precisou de padrinho. E, se eleito, não vai quebrar sigilos nem perseguir jornalistas. Que não será amigo de países que não respeitam a democracia e os direitos humanos e que não transformará o governo em cabide de emprego para amigos e o partido.

Na sequência, o programa mostra Serra sendo cumprimentado por populares em vários Estados brasileiros. Ele tira foto com as pessoas nas ruas e uma mulher chega a dizer: “Você é muito bonito”. Na parte final do programa, como tem ocorrido desde o início da campanha, o tom festivo dá lugar a um clima pesado, em que um ator faz críticas à presidenciável Dilma e ao PT.

Na noite deste sábado, é explorada a notícia de um jornal que “confirmou” que era do PT o homem que “espionou a filha do Serra”. Depois, o programa lembra o caseiro Francenildo e registra imagens do debate de 89, quando Fernando Collor atacou assuntos pessoais de Lula, depois foi eleito, acabou renunciando e hoje apoia Dilma Rousseff. A última cena do programa tem a imagem de Collor pedindo voto para Dilma.

No programa da petista, o assunto foi segurança pública e drogas. Logo no início, aparecem cenas da região da cracolândia na capital paulista. Ao fundo, o locutor afirma que os governos que passaram por São Paulo não resolveram esse problema. Dilma, então, aparece dizendo que quer reverter esse quadro e apresenta sua proposta, que é baseada em segurança, prevenção e inclusão social.

Para não ficar apenas no discurso, o programa do PT seleciona programas criados no governo Lula para combater a violência e os problemas ligados às drogas. É citado o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), criado em 2007 e existente em 174 municípios do Brasil.

Dilma aparece em Canoas, região metropolitana de Porto Alegre, em meio a integrantes do programa “Mulheres da Paz”, onde se iguala às mães e às suas preocupações com os filhos envolvidos com drogas. Do Sul, o programa vai para o Rio de Janeiro, onde o destaque são as UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) instaladas em 12 comunidades cariocas. Obras do PAC também são mostradas para ilustrar o trinômio “segurança, prevenção e inclusão social”.

A candidata petista diz que é preciso melhorar a formação dos policiais, intensificar a fiscalização da Polícia Federal nas fronteiras e promete colocar aeronaves para melhorar o controle dos limites territoriais do país. Ao fim do programa, aparecem dados do Datafolha ilustrando as chances de vitória no primeiro turno e, também, o apoio do presidente Lula à sua ex-ministra. Um locutor fala que Dilma ocupou o cargo mais importante do governo depois do presidente.

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG