Na TV, Dilma compara governos; Serra investe no discurso feminino

Candidatos reduzem ataques no horário eleitoral gratuito e optam pela apresentação de propostas

iG São Paulo |

Repetindo o horário eleitoral de ontem à noite, os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) diminuíram os ataques um contra o outro e optaram pela apresentação de propostas.Enquanto Dilma fez uma comparação detalhada entre os governos dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Henrique Cardoso, Serra optou por falar diretamente com as mulheres. 

Usando cenas de grávidas como pano de fundo, o candidato tucano falou sobre como as mulheres se tornaram protagonistas da vida brasileira. “As mulheres são a maioria da nossa população e cada vez mais ocupam posições de destaque. Por tudo isso, o Brasil precisa olhar com mais carinho para as mulheres.”, disse Serra. 

O candidato do PSDB falou ainda sobre como programas como os mutirões da saúde, os genéricos e as Fatecs ajudaram na transformação das mulheres de São Paulo. O assunto Fatec, aliás, tomou grande parte do programa de José Serra, que mostrou imagens de várias unidades tecnológicas construídas por ele no governo de São Paulo. 

A candidata Dilma Rousseff, por sua vez, voltou a defender a continuidade das ações do governo Lula. Com um programa focado na sua biografia, a petista mostrou imagens de encontros com os presidentes dos EUA e da França, além do Papa Bento XVI. 

Seguindo a estratégia de se livrar dos boatos que envolvem sua figura, Dilma foi comparada a personagens femininas marcantes, como Anita Garibaldi, Madre Tereza e Joana Darc, através de depoimentos de populares. 

Os dois programas também investiram bastante na exibição de programas de moradias feitos pelos dois governos, do PT e PSDB. 

Embora os ataques tenham diminuído nos programas de hoje, Serra voltou a insinuar que Dilma não é coerente com o que diz. Através de jingles, os tucanos voltaram a bater na tecla do caso Erenice Guerra, ex-ministra da Casa Civil que deixou o cargo por conta de denúncias de corrupção.

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