Na TV, candidatos ao governo do Rio destacam propostas para saúde

Depois de PV e PSOL, TRE-RJ pune programa do PR: Fernando Peregrino perdeu 2 minutos para dar direito de resposta a Sérgio Cabral

Paula Daibert, iG Rio de Janeiro |

Os principais candidatos na corrida pelo governo do Rio de Janeiro, o governador Sérgio Cabral (PMDB), que tenta a reeleição, e o deputado Fernando Gabeira (PV), focaram em saúde seus programas eleitorais desta sexta-feira (17).

Cabral destacou os avanços das Unidades de Pronto Atendimento 24 horas (UPAs) e das Clínicas da Família, as quais prometeu elevar para 90 o número em atividade até 2014. O governador também destacou a reforma no Hospital Estadual Alberto Torres, em São Gonçalo, durante seu governo e a construção de hospitais no interior do Estado, como o de Traumato-Ortopedia, em Paraíba do Sul. 

Já Fernando Gabeira (PV) acusou Cabral de desperdício de dinheiro na área e citou como exemplo um contrato de quase R$ 5 milhões para fazer a manutenção de 111 carros destinados ao combate à dengue. Segundo o verde, por esse preço, seria possível comprar uma frota nova e ainda sobraria dinheiro.

O candidato também criticou a falta de saneamento básico em locais como a Favela do Dique, em São João de Meriti; o Conjunto Habitacional Getúlio Vargas, em Guadalupe, e Fazenda Botafogo, em Acari, ambos na zona norte, e exibiu depoimentos dos moradores criticando a qualidade da água e as enchentes que afetam as regiões. O candidato disse que, se eleito, garantirá a universalização do sistema de esgoto até 2020 e de água potável até 2016.

Direito de resposta

A coligação “Juntos pelo Rio”, que reúne 16 partidos que apoiam a candidatura de Cabral, obteve direito de resposta contra o candidato Fernando Peregrino (PR), por determinação do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ).

O candidato apoiado pelo ex-governador Anthony Garotinho perdeu dois minutos de programa eleitoral nesta sexta-feira, dividos entre os horários da tarde e da noite, por, segundo a mensagem veiculada, ataques considerados "ofensivos e caluniosos", que foram exibidos na propaganda de Peregrino do dia 6 de setembro. Na ocasião, Cabral foi acusado de "fechar os olhos para os pobres, chamar médicos de vagabundos; jovem de comunidade de otário" e de dizer que "mulheres pobres deviam abortar seus filhos, porque são fábricas de marginais".

Em resposta, a coligação de Cabral lamentou “que os programas eleitorais gratuitos venham sendo utilizados para tentar ferir a reputação de candidatos e não para debater civilizadamente assuntos e propostas de interesse do eleitor”. Na mensagem, os ataques de Peregrino foram classificados de “comportamento ofensivo e inadequado”. 

Em seu tempo restante, 39 segundos, o republicano ironizou a propaganda do atual governador sobre a situação da saúde, educação e segurança.

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