Na TV, Alckmin e Mercadante travam disputa de versões

Horário eleitoral gratuito em São Paulo deu espaço a confronto de informações e vídeos editados em favor de cada candidato

Piero Locatelli, iG São Paulo |

Desde a semana passada, os candidatos ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) travam uma briga de versões no horário eleitoral gratuito. A disputa ganhou força quando Alckmin acusou Mercadante de se ausentar de votações importantes no Senado, envolvendo a liberação de recursos para o Estado. 

Na TV, Alckmin apontou que Mercadante se ausentou da seção de 8 de maio de 2008, quando foi votado um projeto que autorizava crédito de US$ 550 milhões do Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento (Bird) para o metrô paulista.

Mercadante estava ausente no momento da votação simbólica no plenário, quando o resultado é feito por aclamação e os votos não são contados separadamente. Ele chegou à seção após o término da votação. Dois dias antes, o petista havia sido responsável pela aprovação do projeto quando presidia a seção de Comissão de Assuntos Econômicos, onde a proposta foi enviada ao plenário da Casa.

Por conta disso, chegou a ser elogiado pelo senador Romeu Tuma (PTB), candidato ao Senado na coligação de Geraldo Alckmin (PSDB). “Cumprimento vossa excelência que, na Presidência da Comissão de Assuntos Econômicos, desdobrou-se para que fossem aprovados todos os projetos de empréstimos tão importantes para São Paulo”, disse Tuma.

Ambos os candidatos editaram o vídeo da seção em seu favor e apresentaram as imagens no horário eleitoral. Os elogios de Tuma foram omitidos na versão tucana. Mercadante, porém, não veiculou trecho em que dizia a Tuma que teve de se ausentar da votação.

Verbas para o metrô

O confronto de versões entre tucanos e petistas abrange ainda a responsabilidade pela expansão do metrô paulista. A propaganda petista diz que os tucanos foram omissos e Alckmin só ampliou o metrô em 2,6 km durante a sua gestão. Também compararam os dados de São Paulo com os da Cidade do México, que tem mais de 200 km de trilhos.

O candidato tucano, porém, argumenta que o governo federal coloca pouco dinheiro na rede ferroviária paulista. Diz que, em casos como o mexicano, o metrô é responsabilidade federal e não estadual como em São Paulo.

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