Na TV, Alckmin destaca obras e Mercadante, educação

Aloysio Nunes diz que quem bate em mulher é covarde e promete defender a Lei Maria da Penha

Agência Estado |

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A campanha do candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, reforçou hoje, na propaganda eleitoral gratuita da tarde na televisão, a estratégia de mostrar obras públicas realizadas pelas gestões do partido no Estado. Já o principal adversário do tucano na disputa ao governo paulista, o petista Aloizio Mercadante, dedicou seu programa à educação.

O programa de Alckmin destacou que as dez melhores rodovias do País são paulistas e que, se eleito, ele asfaltará cinco mil quilômetros de estradas vicinais no interior e ampliará algumas rodovias, como a Tamoios, que liga São José dos Campos, no Vale do Paraíba, ao Litoral Norte. O programa destacou também que nas administrações tucanas foram construídas 310 mil moradias.

Alckmin fez menções às realizações do candidato a presidente José Serra (PSDB) como governador de São Paulo, que seriam continuadas por ele. Ele citou a ampliação da quantidade de faculdades de tecnologia, as Fatecs, pelo Estado, uma iniciativa que promete avançar em sua eventual administração a partir de 2011.

A campanha também fez menção às obras públicas que foram realizadas para melhorar as condições de lazer da população, como o Parque da Juventude, que foi construído no lugar onde estava localizado o presídio do Carandiru. A liderança do candidato tucano nas pesquisas também foi ressaltada.

Já a campanha de Mercadante destacou o comício ocorrido no sábado em Guarulhos, na Grande São Paulo, que contou com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ambos afirmaram que, com a eleição do candidato do PT em São Paulo, o Estado vai se desenvolver mais, o que ajudará o Brasil a avançar com maior rapidez.

O candidato do PT afirmou que, se for eleito, acabará com a aprovação automática dos alunos da rede pública de ensino. Além de instituir o boletim escolar, Mercadante também defende que o ensino médio no Estado passe a ter período integral, o que para ele é essencial para preparar melhor os alunos que pretendem ingressar em universidades.

O candidato do PSB, Paulo Skaf, também pretende acabar com a aprovação automática dos alunos da rede estadual e prometeu instituir, se eleito, o ensino integral em São Paulo. Ele também enfatizou que, se vencer, a gestão da área da saúde vai melhorar, pois quer aumentar de forma substancial os atendimentos, realização de exames e de cirurgias para a população.

O candidato do PV, Fábio Feldman, prometeu que sua eventual administração vai valorizar o ensino público, com a busca de mecanismos mais modernos e eficientes de ensino. Celso Russomanno (PP) enfatizou que em seu eventual governo vai aumentar dobrar o número de policiais de São Paulo, além de elevar os salários dos oficiais da corporação ao maior nível do País, que é praticado em Brasília. A campanha manteve a música "Chega", de Silvio Brito, na qual diz "Chega de ficar calado, de ver tudo errado e só dizer sim".

Igor Grabois (PCB) defendeu a ação dos militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Mancha (PSTU) defendeu o não pagamento da dívida pública estadual, que, segundo ele, subiu de R$ 46 bilhões para R$ 145 bilhões nas administrações do PSDB. Anaí Caproni (PCO) ressaltou ser contra à privatização de serviços públicos. No programa do PSOL, o candidato Paulo Bufalo defendeu que o governo do Estado precisa dedicar um volume maior de recursos à área da cultura.

Senado

A campanha do PMDB veiculou que Orestes Quércia é o candidato do partido ao Senado, mas ele confirmou na tarde de hoje a renúncia à disputa por causa da necessidade de passar por tratamento de saúde. Quércia foi diagnosticado com um câncer na próstata. O partido vai apoiar a candidatura de Aloysio Nunes Ferreira Filho, que representa a legenda do PSDB, para o cargo.

Com a saída de Quércia, a corrida por uma das vagas no Senado às quais o Estado tem direito promete ficar ainda mais acirrada. No horário eleitoral gratuito, Aloysio Nunes disse hoje que "quem bate em mulher é covarde" e que, em Brasília, defenderá os preceitos da lei Maria da Penha, caso ganhe uma das duas cadeiras no Senado.

Ele não citou nomes, mas de forma indireta tentou atingir o adversário Netinho de Paula (PCdoB), que, em fevereiro de 2005, foi acusado pela mulher, Sandra Mendes de Figueiredo Crunfli, de agressão. Sandra chegou a prestar queixa na polícia contra o vereador. A candidata Marta Suplicy (PT) vem liderando as últimas pesquisas para o Senado.

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