Na hora de votar, Serra e Marina alfinetam Dilma e PT

Ao pedir a Deus segundo turno, tucano alfinetou rival ao defender a liberdade de imprensa; Marina criticou PT por cantar vitória

Nara Alves, Rodrigo Rodrigues e Ricardo Galhardo |

Sem a certeza sobre qual será o resultado das urnas neste domingo, os presidenciáveis José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) reservaram algumas alfinetadas à rival petista Dilma Rousseff para o dia da eleição. Ao depositar seus votos na urna neste domingo, o tucano não citou diretamente a adversária, mas fez uma defesa enfática da liberdade de imprensa e disse que a eleição deste ano servirá para que os brasieliros decidam se querem um governo "honesto". Marina, por sua vez, subiu o tom e disse que a campanha petista cantou vitória antes da hora.

Numa referência indireta ao fato de as diretrizes do programa de governo de Dilma conterem propostas de controle da mídia, Serra saiu da urna prometendo preservar a liberdade dos meios de comunicação .

“É uma garantia da democracia para um futuro de maior ética, de melhor qualidade moral dos nossos governantes, dos governantes do Brasil nas três esferas”, disse o tucano. “Esta eleição é uma eleição para brasileiros que querem governo honesto e trabalhador e sabem que o Brasil não tem dono. Que o dono é o nosso povo.”

Serra recorreu a Deus na hora de pedir que a disputa não se encerre neste domingo. “ Se Deus quiser vamos ao segundo turno para o bem do Brasil ", completou o ex-governador, que furou a fila e levou 1 minuto e 12 segundos para votar.

Em Rio Branco, no Acre, Marina também criticou a adversária . “Em nenhum momento fiquei cantando vitória antes do tempo, até porque aqueles que cantam vitória antes do tempo já perceberam que a estratégia que tinham de resolver as eleições de forma açodada já no primeiro turno está completamente inviabilizada", afirmou.

Apontada como um dos fatores decisivos para levar a disputa ao segundo turno, Marina falou sobre possíveis apoios em uma segunda etapa de votação: "Neste momento a gente vai decidir a eleição em dois turnos e eu estarei disposta a conversar com quem não estiver comigo no segundo turno de forma programática".

"Luta"

Favorita na disputa, Dilma escolheu a companhia do ex-ministro Tarso Genro, candidato ao governo do Rio Grande do Sul, na hora de votar. Em Porto Alegre, a presidenciável disse ter feito “uma boa luta” durante a campanha e investiu na tese de que qualquer resultado será “bom”.

“Vocês podem ter certeza que, se eleita, serei uma presidente comprometida essa transformação”, disse Dilma, voltando a colar no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A petista falou sobre o risco de a disputa ser levada ao segundo turno e investiu na tese de que não teme um desanimo da militância. “Essa militância é aguerrida, guerreira, não desiste nunca e diante dos obstáculos ela vai melhor do que na facilidade”.

Dilma, que seguiria para o aeroporto, resolveu visitar o neto Gabriel, em Porto Alegre, antes de ir para Brasília.

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