Na busca por votos, Rocinha vira marca de campanha

Candidatos acrescentam favela ao nome eleitoral para usar prestígio da maior comunidade do Rio

iG Rio de Janeiro |

André Durão
Xaolin da Rocinha fala com eleitor durante campanha na comunidade de onde adotou o nome
Favela-símbolo da zona sul do Rio de Janeiro, a “marca” Rocinha é usada por candidatos como um ativo publicitário importante nestas eleições. Os candidatos de lá usam o prestígio e o apelo do nome da favela para conquistar votos em outras comunidades. Dois postulantes acrescentaram ao seu nome eleitoral o nome da favela: William de Oliveira, o William da Rocinha, e Xaolin da Rocinha.

No ideário de favelas do Rio, a Rocinha é cosmopolita e tem nome forte. “A Rocinha tem um nome muito forte, uma história de luta. A gente chega em outras comunidades e tem ótima receptividade ao dizer que é daqui, tem um certo glamour”, opina Xaolin da Rocinha.

Mesmo fora da favela, o nome dá ibope. “As pessoas associam a palavra à imagem. Eu me apresento como morador e quando digo que sou da Rocinha há um fascínio”, disse o candidato.

Outra vantagem é a uma relação emocional existente, pela presença de parentes de moradores em outras localidades. Formada na maioria por uma população de origem nordestina, a Rocinha tem habitantes com parentes em outras favelas da zona sul e da zona oeste, especialmente no Vidigal, Pavão-Pavãozinho, Rio das Pedras, Cidade de Deus e Muzema. “Em todo lugar tem ex-morador da Rocinha ou parente. Até em Petrópolis achei um ex-morador”, contou William.

Com seu comércio interno ativo – com supermercados, lojas, padarias, salões de beleza e um banco, entre outros –, a comunidade também recebe diariamente trabalhadores de outras favelas, o que significa mais eleitores em potencial.

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