Na Bahia, Paulo Souto admite derrota para Wagner

Na avaliação do demista, reeleição de rival ocorre em meio a 'poderio financeiro desproporcional'

Lucas Esteves e Aura Henrique, iG Bahia |

O candidato ao Governo da Bahia Paulo Souto (DEM) admitiu por volta das 20h deste domingo (3) a derrota para Jaques Wagner (PT) nas eleições deste ano, com a apuração dos votos em torno de 60% e com vitória encaminhada do petista com mais de 60% de votos até o momento. Segundo o ex-governador, a reeleição de Wagner ocorre porque o partido fez uma campanha com um poderio financeiro “desproporcional”.

“Infelizmente, Wagner usou de meios financeiros desproporcionais. Além disso, trabalhou para cooptar as minhas bases (políticas) no interior do estado”, relatou o candidato derrotado. Segundo Souto, o fato relatado não se trata de uma desculpa para seu fraco desempenho nas urnas, mas que, de sua parte, há uma clareza de que o governador reeleito usou “fortemente” sua estrutura política, referindo-se ao poder do cargo que exerce.

A estratégia de Wagner, para o demista, atingiu em cheio o eleitorado de menor poder aquisitivo que, na sua opinião, é mais influenciável. Mesmo assim, Paulo Souto considera que houve uma grande performance do deputado federal ACM Neto. “Ele foi o deputado federal mais votado da Bahia e um dos mis votados do Brasil”.

O DEM também não chegou perto de eleger nenhum de seus dois candidatos ao Senado e, para o candidato ao governo, o fato foi positivo de qualquer maneira. Para ele, a exposição dos nomes de José Carlos Aleluia e José Ronaldo ajudaram a tornar suas figuras políticas mais conhecidas pelos eleitores de todo o estado e os preparam para processos eleitorais futuros.

Souto aproveitou também para cutucar o senador César Borges, ex-aliado que está virtualmente derrotado pelos adversários Walter Pinheiro (PT) e Lídice da Mata (PSB), que compõem a chapa de Wagner. Na opinião do ex-governador, faltou a Borges apresentar ao eleitorado baiano “identidade”, em clara alusão à sua aliança com Geddel Vieira Lima (PMDB), além de integrar a base nacional do presidente Lula. “Além disso, houve também uma avalanche do PT que o impediu de progredir”, refletiu.

    Leia tudo sobre: eleições bapaulo souto

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG