Na Bahia, candidato petista ao Senado cogita governo em 2014

Walter Pinheiro, atual deputado federal, avalia que tem condições de disputar o pleito por sua experiência no partido

Lucas Esteves, iG Bahia |

As Eleições 2010 nem aconteceram e o candidato petista baiano ao Senado, Walter Pinheiro, já cogita se oferecer ao Governo do Estado como virtual à sucessão de Jaques Wagner em 2014. Em entrevista ao jornal Tribuna da Bahia desta segunda (26), o deputado federal admitiu que é um dos que teriam condições de disputar o pleito que só acontecerá daqui a quatro anos.

Segundo Pinheiro, o fato de ter sido escolhido pelo partido para disputar a prefeitura de Salvador em 2008, ter sido indicado a secretário estadual de planejamento em 2009 e à disputa do Senado em 2010 o colocam como um nome viável à sucessão do governador caso este seja reeleito este ano. Ele, no entanto, afirma que não pode se preocupar com isto no momento.

“O que eu quero colocar em relação a isso é que meu nome pode até ser o escolhido para 2014, mas o partido não pode fazer nem antecipação positiva nem negativa. Eu não posso disputar uma eleição para o Senado me preparando para ser candidato em 2014. Eu tenho que disputar a eleição de 2010 para ganhar 2010”, disse. O deputado acrescentou ainda que há outros quadros que podem fazer este papel e que o seu nome é apenas um deles.

Para Pinheiro, a eleição para um mandato de oito anos o colocaria em uma posição moralmente difícil se, em 2014, pudesse ser indicado pela legenda a suceder Wagner. “Eu não posso negar peremptoriamente que não sairei candidato em 2014, por que também tenho um compromisso partidário. Se para o meu partido for, naquele momento, a melhor opção, eu não posso negar”, admitiu.

O adversário de Jaques Wagner na disputa ao governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), não deixou o assunto passar em branco e postou em seu Twitter oficial mensagem em que classificou a declaração de Pinheiro como arrogante, além de pedir calma ao deputado em seus desejos políticos. “É, que arrogância, o candidato ao Senado na chapa de Wagner ja ta falando em ser seu sucessor em 2014. Calma, nem voce nem ele se elegeram”, escreveu.

Não é de hoje que se planeja eleições com anos de antecedência no PT da Bahia. No período anterior à eleição, por exemplo, as conturbadas prévias internas do partido envolveram uma série de acordos políticos entre seus maiores representantes. Para que pudesse apoiar a indicação de Pinheiro ao Senado, o deputado federal Nelson Pelegrino pediu a garantia de que seria o postulante da legenda à Prefeitura de Salvador. Para ele, a alternância de nomes deve ser natural no grupo, uma vez que os mesmos políticos não podem disputar eternamente todos os cargos sob pena de deixar o partido com uma única cara.

Em 2008, Pinheiro venceu Pelegrino em um bate-chapa igualmente disputado. Este ano, derrubou o ex-governador Waldir Pires, que após a derrota anunciou que não deverá mais concorrer a cargos eletivos devido à idade avançada. Entretanto, Pires assegurou que continuará a fazer política nos bastidores.

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