Mudar ordem de votação pode atrasar eleição, diz TSE

Ofício enviado à presidência do Senado diz que alteração na ordem de votação, além de atraso, invalidaria 54 mi de panfletos

Severino Motta, iG Brasília |

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Ricardo Lewandowski, enviou ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e demais líderes da Casa, um ofício dizendo que a aprovação do projeto de lei da Câmara, que altera a ordem dos votos na urna eletrônica, pode atrasar as eleições. De acordo com ele, não há tempo hábil para modificar os softwares do pleito e fazer os testes de segurança necessários.

No ofício, o presidente do TSE divulga um “estudo preliminar” da área técnica da Corte. Além de citar um “atraso significativo no cronograma de programação das 400 mil urnas”, a alteração da ordem de votação inutilizaria 54,2 milhões de folhetos de orientação ao eleitor e um milhão de cartazes explicativos sobre os procedimentos e ordem de votação – que custaram R$ 500 mil aos cofres públicos.

De acordo com o projeto, aprovado nesta quarta-feira pela Câmara, e que ainda precisa passar pelo Senado, a votação para deputado federal seria a primeira, seguida pela escolha de um deputado estadual, dois senadores, governador e presidente. O TSE, contudo, ajustou os softwares das urnas eletrônicas, de totalização dos votos e de divulgação tendo como primeira escolha a de deputado estadual, seguido pelo federal, senadores, governador e presidente.

“Tal alteração [entre deputados federais e estaduais], se implementada, afetaria a normalidade do Sistema Eletrônico de votação, uma vez que o Tribunal não dispõe de tempo hábil para a modificação de três softwares de votação, com a necessária realização dos imprescindíveis testes de segurança”, diz o estudo.

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