Em referência ao desentimento com aliados para escolha do vice, Orlando Silva afirmou que ¿o lado de lá vive batendo cabeça"

Em discursos feitos durante a convenção que oficializou a candidatura de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo, os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Orlando Silva (Esportes) ironizaram os adversários do PSDB, que enfrentam dificuldades para definir o candidato a vice-presidente na chapa do tucano José Serra para a Presidência. Na véspera, o PSDB anunciou que estuda lançar uma chapa puro-sangue para a disputa presidencial, o que provocou a ira de partidos da coligação nacional, especialmenteos caciques do DEM.

Orlando Silva, filiado ao PC do B, que compõe a chapa de Mercadante, comparou as eleições a uma partida de futebol e afirmou que “o lado de lá vive batendo cabeça”. “Parece time desclassificado na Copa, parece a França [time eliminado na primeira fase do Mundial]”, disse o ministro.

Padilha fez coro ao colega e disse que, diferentemente dos adversários, o PT chega unido à disputa. “Em São Paulo, temos 11 partidos e o vice é do PDT. O suplente para o Senado é do PR. A Dilma [Rousseff] é PT e o [Michel] Temer, do PMDB. E o lado de lá acha que pode governar sozinho. Nossa campanha vai unir São Paulo e o Brasil”.

Aproveitando a presença do vereador Carlos Apolinário, ex-líder do DEM na Câmara Municipal de São Paulo que recentemente anunciou apoio a Mercadante, Padilha disse: “Apolinário, não tenho dúvida de que junto de você vem mais”.

O apoio de Apolinário é considerado simbólico para o PT, que aposta no racha na estrutura de apoio de Geraldo Alckmin, candidato tucano ao Palácio dos Bandeirantes, para conseguir levar a disputa para o segundo turno. Mostra do racha, segundo as lideranças petistas, foi a presença no evento de Michel Temer, presidente nacional do PMDB e vice na chapa de Dilma Rousseff – em São Paulo, o partido oficialmente apoia o candidato do PSDB.

Em sua fala, Apolinário criticou os ex-aliados e defendeu que é "hora de colocar os tucanos pra fora". "Segurança para tucano é presídio, para Mercadante é criança na escola", disse.

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