Ministério da Saúde contesta reportagem sobre Tamiflu

Em nota, ministério diz que contrato para compra do medicamento foi definido a partir de "critérios exclusivamente técnicos"

Agência Estado |

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O Ministério da Saúde divulgou nota neste sábado (18) em que contesta reportagem da última edição da Revista Veja , associando a compra do medicamento Tamiflu, usado no tratamento da gripe H1N1, a um suposto esquema de pagamento de propina na Casa Civil.

A revista relata que o suposto esquema teria beneficiado servidores da pasta em julho de 2009. Na época, a presidenciável Dilma Rousseff comandava a pasta e Erenice Guerra, que a sucedeu no órgão, era secretária-executiva.

Segundo a revista, o governo fechou em junho de 2009 uma compra emergencial do Tamiflu, com aval da Casa Civil. Teriam sido comprados mais medicamentos que o necessário, no valor de R$ 34,7 milhões, em troca de uma comissão. A matéria afirma que o advogado Vinícius de Oliveira Castro - ex-assessor da Casa Civil, que deixou o cargo na semana passada após as primeiras denúncias contra Erenice - teria recebido R$ 200 mil para não revelar o esquema.

O Ministério da Saúde afirma que adquiriu "quantidade suficiente do antiviral para tratar 14,5 milhões de pessoas", no valor global de R$ 400 milhões. Explica que o valor foi definido a partir de "critérios exclusivamente técnicos", para tratar de 10% da população brasileira. "As negociações do Ministério com o laboratório resultaram num preço 76,7% mais baixo" que o de mercado, diz a nota.

O ministério acrescenta que as compras foram realizadas diretamente com o laboratório Roche, único produtor do medicamento, sem intermediários. Frisa que a "Casa Civil não teve interferência no processo" e lembra que a vacina contra a gripe chegaria ao Brasil somente em 2010. Por isso, o Tamiflu "era a única solução indicada contra a doença disponível naquele momento".

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