Militantes pagos aumentam público de comício de Dilma no Rio

Organizador de um dos ônibus usado no transporte, militante diz que as pessoas recebem pela participação de R$ 300 a R$ 400

Andréia Sadi, enviada, e Sâmia Mazzuco, iG Rio de Janeiro |

AE
Caminhada pela Avenida Rio Branco, a principal via da capital fluminense, até a Cinelândia, no centro do Rio de Janeiro.
Enquanto aumentava a expectativa para realização do comício de estreia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha da ex-ministra Dilma Rousseff, na noite desta sexta-feira, militantes contratados desembarcaram de vans e ônibus para assegurar um reforço de público à festa.

Uma das militantes, que não se identificou, disse à reportagem ter recebido R$ 1.200 para "trabalhar na campanha". No entanto, ela não especificou se a ajuda de custo era mensal ou se referia-se a um pacote para todo o período da campanha eleitoral.

As vans vieram de Niterói, região metropolitana do Rio. Sobre a ajuda de custo, Rogério Santos, que se identificou como organizador de um dos ônibus que vieram da cidade, disse que os militantes recebem entre R$ 300 e R$ 400 ao mês. Todos vestiam camisetas verdes. Segundo Santos, as peças foram pagas pelos militantes.

A contratação de militantes para reforçar o público de comícios e festas eleitorais se transformou em prática recorrente nas grandes campanhas.

Dirigentes partidários costumam justificar a prática como uma mera ajuda de custo, para aqueles que se dedicam em tempo integral à campanha.

Em geral, os partidos pagam aproximadamente um salário mínimo por mês a esses militantes, desde a abertura oficial da disputa até a realização do pleito.

A festa de Dilma e Lula começou no início da noite, com uma caminhada. A candidata do PT ao Planalto, entretanto, não usou o jipe reservado para ela pela organização. Seguiu por apenas um trecho do percurso, despistando até mesmo parte da militância.

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