Mercadante recorre a ataques do PCC para criticar gestão tucana

Em debate da Record, candidato petista responsabilizou Geraldo Alckmin pelo "maior ataque que uma facção já fez"

Matheus Pichonelli e Piero Locatelli |

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, usou os episódios dos ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC), em 2006, para criticar, durante o debate na Rede Record nesta terça-feira, a administração tucana no governo paulista.

Em segundo lugar nas pesquisas de intenção de voto, e tendo a possibilidade de ser derrotado logo no primeiro turno, o petista responsabilizou a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB) no Palácio dos Bandeirantes pela “maior rebelião da história dos presídios em São Paulo e o maior ataque que uma facção já fez”. Ele lembrou também a greve de policiais civis de São Paulo, ocorrida durante o governo José Serra (PSDB), que culminou com uma briga com a Polícia Militar durante protesto nas proximidades do Palácios dos Bandeirantes.

Em resposta, Alckmin afirmou que adversário manipula e desconhece informações relativas à segurança pública no Estado. Afirmou, por exemplo, que 40% dos presos trabalham no Estado de São Paulo e 20% têm acesso a educação.

Alvo de críticas do adversário durante a propaganda eleitoral da TV, Mercadante foi irônico ao responder que “os presos trabalham, trabalham muito com o PCC, Trabalham nas portas das escolas vendendo crack”. Em tom mais pesado em relação a debates anteriores, Mercadante disse também que o PSDB permitiu que a facção atacasse e matasse policiais e agentes penitenciários.

Primeiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, com chances de vencer as eleições logo no primeiro turno, Alckmin recebeu críticas de candidatos como Paulo Bufalo (PSOL) e Celso Russomano (PP). Bufalo chamou de “conto da carochinha” os números usados pelo tucano para exaltar a situação das escolas públicas paulistas. Ele provocou risos da platéia ao classificar o auxílio-alimentação dos professores, de R$ 4, de “vale coxinha”.

Alckmin respondeu dizendo lamentar que Bufalo seja “injusto” com os professores. Ele afirmou que São Paulo investe 30% do orçamento em educação, índice superior à maioria dos Estados.

Já Russomanno questionou o ex-governador sobre gastos superiores ao inicialmente previsto para a construção do trecho Sul do Rodoanel.

Sem enfrentamento

A exemplo do debate anterior, promovido pela RedeTV, Alckmin evitou confronto direto com seus principais adversários. Nas duas oportunidades que teve para questionar os candidatos, ele direcionou as perguntas ao ex-tucano Fábio Feldmann (PV).

Mercadante ironizou a estratégia do candidato tucano e lamentou não ter tido chance de fazer perguntas diretas ao ex-governador. Assim como tem feito na propaganda na TV, Mercadante criticou o rival por, segundo ele, não implementar promessas feitas desde 2002. “Ele parece um frango de padaria. Roda, roda e não sai do lugar”.

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