Mercadante propõe unir polícia civil e militar em SP

Com discurso focado na segurança, petista afirma que crime organizado tomou conta dos presídios

Agência Estado |

Em visita a Campinas, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, defendeu mudanças no sistema de segurança pública do Estado e propôs a união das polícias civil e militar, afirmando que "é preciso investir primeiro no policial". Mercadante chegou às 17 horas, acompanhado dos dois candidatos ao Senado de sua chapa, Netinho de Paula (PC do B) e Marta Suplicy (PT).

Compareceram ao encontro cerca de 300 pessoas entre prefeitos, deputados e militantes das 11 siglas da coligação. Mercadante criticou a atual política de segurança do Estado, salientando que falta estrutura. "O crime organizado em São Paulo tomou conta dos presídios, gerando situação de insegurança como demonstram todos os indicadores", disse o candidato petista, mencionando "aumento de homicídios e roubos".  Segundo ele, está instalada uma "crise de segurança na nossa região de Campinas, crise nas delegacias, e a própria base do governo já está questionando essa situação".

Para Mercadante, "é preciso investir primeiro no policial". "O salário do policial em São Paulo é um pouco mais da metade do que recebe um policial do Recife, do Piauí". Em sua avaliação, será preciso unir as Polícias Militar e Civil e receber ajuda da Polícia Federal para reduzir os índices de insegurança.

O delegado afastado da Polícia Federal e candidato a uma vaga no Congresso Nacional pelo PC do B, Protógenes Queiroz, foi convidado a ocupar a mesa e sentou ao lado do presidente do PT, Edinho Silva. Ao ser saudado por Netinho de Paula por "São Paulo, avante, confirme em Mercadante", o candidato se desculpou pelo atraso de mais de três horas, justificando a agenda com a presidenciável Dilma Rousseff - que ocupou boa parte do tempo em Jales, interior de São Paulo. Em seu discurso de saudação, Marta Suplicy se dirigiu a plateia salientando que São Paulo terá a governança "um negro de esquerda".

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