Mercadante pede apoio a prefeitos e critica perseguição

Candidato do PT ao governo de São Paulo se reuniu com 80 prefeitos, entre eles alguns que não fazem parte da coligação

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, se reuniu nesta segunda-feira com cerca de 80 prefeitos paulistas, entre eles dez filiados a partidos de fora de sua coligação, e listou uma série de promessas na tentativa de obter apoio das lideranças regionais para a sua campanha estadual. O senador tem investido em possíveis dissidências na chapa adversária para atrair apoio em diferentes regiões do Estado.

Em um discurso feito em um hotel do centro de São Paulo, ele voltou a criticar os “abusos” dos pedágios, a situação das escolas e disse que, em seu governo, haverá diálogo com os prefeitos. Ele criticou também o fato de algumas administrações municipais pagaram aluguel de delegacias, quartéis da Polícia Militar e manutenção de viaturas, que deveriam ser atribuições do Estado, segundo ele.

Após o discurso, Mercadante se reuniu a portas fechadas com as lideranças municipais para, segundo o candidato, evitar possíveis problemas para prefeitos de partidos rivais. Na semana passada, o DEM pediu a expulsão do prefeito de Tanabi (SP) , José Francisco de Mattos Neto, por este declarar apoio à candidata à Presidência do PT, Dilma Rousseff, e ter feito críticas à administração do PSDB em São Paulo.

“Estamos sentindo, em todas as regiões que tenho participado, prefeitos que não estão na nossa coligação. Queremos ter cuidado. Estamos sentindo que começou um movimento de expulsão, ameaças. Não é objetivo de nossa campanha criar dificuldades. Queremos um debate aberto, principalmente com as cidades pequenas”, disse aos jornalistas após o discurso.

Na reunião, ele recebeu apoio de alguns prefeitos, entre eles o de Jaguariúna, Gustavo Reis (PPS), cuja legenda é aliada do candidato adversário Geraldo Alckmin. “Vou apoiar o Brasil que está dando certo”, disse Reis, que citou os avanços do governo do presidente Lula.

Em outro discurso, o prefeito de Onda Verde, João Carlos Machado (PR), pediu o fim da “humilhação” de prefeitos para serem atendidos pelo governo do Estado.

2014

Um dia após o final da Copa, Mercadante criticou o que chamou de lentidão do governo de São Paulo em dar garantias para que a capital paulista receba os jogos do Mundial de 2014, que será realizado no Brasil.

“Estamos a quatro anos de uma Copa, em uma das maiores cidades do mundo, que é São Paulo, no Estado mais rico da Federação, e o governo do Estado não diz o que quer e nem apresentou uma proposta para viabilizar a Copa no Estado de São Paulo. Vamos repetir o Japão, onde Tóquio ficou de fora?”, disse o senador, lembrando o fato de a capital japonesa não ter sediado jogos no Mundial de 2002.

“A União já liberou mais de R$ 1 bilhão de reais para fazer a linha Morumbi-Congonhas [de metrô]. Os outros Estados estão fazendo suas obras e São Paulo nem definiu o que deve ser feito. Falta agilidade, decisão, pulso e determinação. São Paulo não pode ficar fora da Copa.”

Segundo Mercadante, o governo local não está se mobilizando para garantir a presença do Estado na próxima Copa. Ele disse não descartar a construção de um novo estádio, mas afirma que a idéia inicial é reestruturar o Morumbi. “Nós podemos ter um estádio novo, desde que haja o apoio de um grupo privado. Não faz sentido descartar um estádio como o Morumbi, que é importante para a história do esporte”.

Em evento no mês passado, Alckmin defendeu a manutenção do Morumbi como o estádio da Copa e disse que um possível financiamento público das obras ainda precisaria ser estudado.

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