Mercadante minimiza favoritismo de Alckmin

Petista admitiu que o rival passa de 50% nas pesquisas, mas lembrou que o tucano saiu derrotado da eleição de 2008

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

O pré-candidato do PT ao Palácio dos Bandeirantes, senador Aloizio Mercadante, minimizou nesta sexta-feira o favoritismo nas pesquisas ostentado pelo ex-governador Geraldo Alckmin, que disputará o governo paulista pelo PSDB. Ao comentar o fato de Alckmin ultrapassar a marca de 50% nas principais pesquisas de intenção de voto, Mercadante lembrou que o tucano largou na frente também na eleição municipal de 2008, mas terminou em terceiro lugar, atrás do prefeito Gilberto Kassab (DEM) e da ex-prefeita Marta Suplicy (PT).

“É verdade que ele está com 55%. Mas é bom lembrar que na eleição para a prefeitura, ele começou com 45% e nem chegou ao segundo turno”, disse Mercadante, que recebeu o apoio do PCdoB, em um ato organizado no centro da capital paulista. O evento serviu também de palco para o lançamento da candidatura do vereador Netinho de Paula (PCdoB), indicado para compor com Marta a chapa para o Senado.

Mercadante investiu na tese de que os adversários de Alckmin terão a oportunidade de explorar fragilidades do pré-candidato tucano, como o fato de ter integrado o governo paulista por muitos anos – seja como vice-governador, governador ou secretário – e não possuir grandes realizações a apresentar ao eleitorado.

Apesar das declarações do petista, o principal assunto nos bastidores do evento de ontem era a definição do nome que ocupará o posto de vice na chapa. Nas últimas semanas, o PT teve de acalmar o PDT diante das notícias sobre a possível indicação do senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para a vice.

“A prioridade é do PDT, mas caso não haja um acordo, o senador Eduardo Suplicy é uma opção”, disse Mercadante. “Temos muitos partidos na nossa aliança. E o que ficou combinado é que o vice seria indicado pelo PR ou pelo PDT. Agora, o PDT vai se reunir e vai apresentar um nome que vai ser avaliado por todos os demais partidos.”

Coordenador da campanha de Mercadante, o prefeito de Osasco, Emidio de Souza, confirmou que o plano é dar ao PDT prioridade na escolha. Suplicy, de acordo com ele, é uma espécie de plano B na estratégia. Emidio destacou que não há um prazo para essa definição e que o pior entrave nas negociações era a indicação do nome para a segunda vaga ao Senado.

Lançado pré-candidato ao Senado, Netinho aproveitou o discurso para brincar com aliados. Interessado em uma vaga na Câmara dos Deputados, o delegado da Polícia Federal, Protógenes Queiroz, foi chamado de “mano Protógenes”. E, mesmo ausente, Marta Suplicy não foi esquecida. “Faço questão de andar de braço de dado com a loira, porque é bonito um negão com uma loira. É muito chique”, disse Netinho, ao comentar a possibilidade de fazer campanha ao lado de Marta.

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