Mercadante ironiza "exploração" de Lula por rivais na TV

Para o candidato petista ao governo de São Paulo, seria mais "transparente" se tucanos defendessem o governo FHC

Matheus Pichonelli, iG São Paulo |

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, ironizou nesta sexta-feira o uso de imagens e menções ao presidente Lula feitas por adversários durante a propaganda eleitoral gratuita na TV. Um dia antes, o presidenciável José Serra (PSDB) provocou revolta entre os petistas ao levar ao ar uma foto ao lado de Lula, principal cabo eleitoral da ex-ministra Dilma Rousseff (PT) e dos aliados que concorrem aos governos estaduais.

Para o senador, que ainda não atingiu 20% das intenções de voto nas pesquisas, as menções feitas ao presidente Lula serão boas para a sua campanha no Estado. “Acho que o eleitorado sabe que o governo que eles fizeram parte e defenderam é o governo do Fernando Henrique Cardoso. Seria mais trasparente, mais adequado que eles defendessem aquilo que eles fizeram e nós defendêssemos o que estamos fazendo. De qualquer forma, do ponto e vista da minha campanha, isso ajuda, porque para quem o presidente está pedindo voto é para mm.”

Mercadante disse não acreditar que a exploração da imagem de Lula, cujo governo é bem avaliado por 78% dos brasileiros, segundo o Vox Populi, possa confundir os eleitores. “A mensagem dele foi muito clara”, disse, em referência à fala do presidente em sua propaganda na TV, na qual pede votos para o senador petista.

“Ele já foi para a TV, e fez isso de forma muito carinhosa, valorizando meu trabalho no Senado e a relação que temos de mais de 30 anos. E o reconhecimento do governo me ajuda muito”.

Horas antes de participar de um comício, em Osasco, com o presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff (PT), “reforços”para a campanha paulista, Mercadante afirmou também que não vê como problema o fato de dois concorrentes ao governo do Estado – Celso Russomano (PP) e PauloSkaf (PSB) – terem sido sondados para participar do evento ao lado dos petistas.

“Eu acho que os candidatos que apoiam a ministra Dilma à Presidência da República têm todo o direito de participar de qualquer evento com ela. Eu acho absolutamente democrático, legítimo, ela tem mais de uma candidatura em São Paulo e os que fazem parte da base de apoio ao governo Lula e apoiam Dilma podem participar. Da minha parte estão convidados a todos os eventos que fizermos”.

As declarações foram feitas durante visita, no início da tarde, à 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Mercadante visitou estandes de editoras que expunham livros de sua autoria sobre o governo Lula. Sem Marta Suplicy (PT), candidata ao Senado, Mercacante percorreu os corredores da Bienal à sombra de Netinho de Paula (PC do B-SP), que também concorre a uma vaga no Senado e provocou alvoroço entre os participantes, sobretudo adolescentes, da feira.

No evento, Mercadante foi abordado por um professor da rede pública estadual, que, segundo ele, relatou dificuldades nas escolas paulistas. O tema é uma das principais bandeiras do petista para atacar a gestão do PSDB no Estado. “Concordamos que a forma como está a pogressão continuada hoje não pode continuar”, disse.

Mercadante aproveitou o evento para dizer, de maneira genérica, que, como governador, pretende dar incentivo à leitura de livros no Estado. Ele defendeu a necessidade de se distribuir livros para os municípios paulistas e bairros populares que não contam com bibliotecas, por meio de parceria com prefeituras e bibliotecas móveis. “O Brasil tem o plano nacional do livro e da leitura. O Estado de São Paulo não tem.”

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