Mercadante: 'Eleitor vai associar o meu nome ao de Lula'

Candidato do PT ao governo de São Paulo critica excesso de pedágios nas estradas e afirma que aceita ampliar parcelas do IPVA

Agência Estado |

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Apesar de ter apenas 14% da preferência do eleitorado na pesquisa Ibope/Estadão, contra 50% do tucano Geraldo Alckmin, o petista Aloysio Mercadante prevê que a eleição não será decidida no primeiro turno. Ele acha que o apoio do presidente Lula e o horário eleitoral o ajudarão a levá-lo ao segundo turno.

"Acredito na reversão do quadro quando o eleitor associar o meu nome ao de Lula no horário eleitoral. Já enfrentei conjuntura mais difícil. Hoje temos uma coligação de 11 partidos. Há dissidências de prefeitos do DEM, que me apoiam. São todos (os prefeitos) de oposição ao PSDB", afirmou, lembrando que os tucanos têm menos partidos coligados e que, se for para o segundo turno, fará alianças com os prefeitos dissidentes. Mercadante participou, em Presidente Prudente, do Encontro Regional do PMDB na Universidade do Oeste Paulista.

Se eleito, Mercadante aceita ampliar as parcelas do IPVA. "A ideia do parcelamento é positiva, acho totalmente simpática essa tese", disse, sem, no entanto, estabelecer um número de parcelas acima de três. O petista também é a favor do prolongamento da Rodovia Castello Branco até o Oeste paulista, divisa com Mato Grosso do Sul. "Sou a favor desse projeto, o interior (sem o prolongamento) vai se esvaziar cada vez mais sem competir com outros Estados", avalia, destacando a importância do prolongamento da estrada para melhorar a economia do interior paulista.

O excesso de pedágios foi duramente criticado pelo petista. "O PSDB autoriza um pedágio a cada 40 dias. Vai entrar no Guinness Book. Há um abuso", critica, observando que um caminhão de seis eixos gasta por ano "R$ 117 mil com combustível e R$ 125 mil com pedágio".

Mercadante também criticou a crise na segurança pública, afirmando que "o crime organizado tomou conta por falta de policiamento extensivo". Ele é a favor do monitoramento de presos, inclusive nas "saidinhas".

A reforma agrária também foi comentada. O candidato elogiou o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e criticou o Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp). "O Itesp está sem presença e esvaziado para resolver os conflitos agrários", acusou, acrescentando que, se eleito, vai apoiar os assentados para "ter viabilidade econômica".

Os candidatos ao Senado, Marta Suplicy e Netinho de Paula, acompanharam Mercadante no evento. Questionada se apoiaria uma lei permitindo o casamento gay, Marta desconversou. "Vou me dedicar a defender o Estado de São Paulo, lutando pelas reformas política, tributária e judiciária", disse a petista.

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