Mercadante diz contar com apoio de aliados do PSDB

Senador afirma que sua candidatura ao governo de São Paulo contará com tradicionais lideranças da base de apoio aos tucanos

Agência Estado |

O senador Aloizio Mercadante (PT-SP), pré-candidato ao governo de São Paulo, disse hoje em Cubatão, na Baixada Santista, que sua candidatura terá o apoio de tradicionais aliados do PSDB, como parte do PP, do PTB e do DEM. "Vamos ampliar o apoio de prefeitos e lideranças da base de sustentação do PSDB, que sabem que a situação da segurança pública em São Paulo e aqui na Baixada é inaceitável, que falta pulso e determinação por parte do governo do Estado para resolver problemas de saúde pública, inclusive a dengue, que estamos com 23 mil casos", disse Mercadante, citando a insatisfação desses políticos com a gestão tucana no que se refere à educação e a situação dos presídios.

Já a respeito da vaga de vice em sua chapa, Mercadante afirmou que deverá ser ocupada por um membro dos partidos que apoiam oficialmente a coligação, sem descartar a possibilidade de uma candidatura inteiramente petista, com o senador Eduardo Suplicy como vice. "Mas estamos evidentemente abertos a oferecer a um partido aliado e vamos decidir de comum acordo com o PDT".

Mercadante fez a declaração após discursar na abertura da quinta edição do MegaPolo, um fórum para o Desenvolvimento do Pólo Industrial de Cubatão que vai receber ao longo do dia os pré-candidatos Paulo Skaf (PSB) e Geraldo Alckmin (PSDB).

"O meu adversário governa há 12 anos o Estado de São Paulo, seis anos como vice, seis como governador e, no entanto, foi disputar a Prefeitura de São Paulo e não foi nem para o segundo turno, o que mostra que há um cansaço, há um sentimento de mudança no Estado", completou Mercadante.

Dossiê

O senador não se manifestou sobre as supostas denúncias de que o PT estaria por trás de um dossiê contra o presidenciável José Serra. "A campanha da Dilma já respondeu, já entrou na Justiça através do presidente estadual do partido", limitou-se a dizer.

"Eu acho que o lado de lá está bastante nervoso porque viu que 75% de apoio ao presidente Lula é uma coisa extraordinária, o País cresce com distribuição de renda, com inclusão social", completou.

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