Mercadante cobra empenho por reforma política

Candidato do PT ao governo de São Paulo diz que espera que parlamento e executivo aprovem reforma em 2011

Agência Estado |

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse hoje, em Ribeirão Preto, durante uma caminhada no calçadão central, que espera que o novo parlamento e o novo executivo, a partir de 2011, coloquem em votação e aprovem uma nova reforma política para o País. Ele comentou o assunto ao ser indagado sobre a manifestação do candidato à Presidência, José Serra (PSDB), pouco antes, em Caruaru (PE), de que tanto Luiz Inácio Lula da Silva quanto Fernando Henrique Cardoso atuaram de forma "parecida" na questão.

"Se não construir um entendimento em torno desse tema, não vai avançar, como nas várias tentativas anteriores", disse ele. "Não vi empenho verdadeiro de alguns partidos políticos e de alguns parlamentares, especialmente na Câmara dos Deputados para a aprovação", enfatizou Mercadante, acompanhado de Netinho de Paula (PC do B), candidato ao Senado, e de candidatos a deputados.

Para o senador Mercadante, o Brasil já conseguiu alguns avanços, como o Ficha Limpa, regras eleitorais mais rigorosas e prestações de contas mais exigentes, além do Senado já votar sobre a fidelidade partidária e cláusula de barreira. "A reforma fundamental já foi votada no Senado, e por que não anda na Câmara?", questiona. E responde em seguida: "Porque os deputados que lá estão chegaram com as regras que aí estão, e acham que se mudar a regra, podem não voltar. Portanto, existe uma resistência grande na Câmara."

E acrescentou: "Com o novo parlamento, espero retomar esse debate e, seguramente, a ministra Dilma (Rousseff, candidata do PT à Presidência) dará prosseguimento a essa agenda, pois é um projeto fundamental para o Brasil."

Campanha

Mercadante disse ainda que não considerou campanha política os pronunciamentos em cerimônias públicas, tanto do presidente Lula em favor de Dilma quando do governador Alberto Goldman (PSDB) em favor de Serra. Mas citou como exemplo apenas o caso de sua colega de partido, sem mencionar os rivais tucanos. "A lei é rigorosa e todo mundo tenta evitar que isso aconteça, e às vezes tem uma expressão, mas não é o interesse propriamente eleitoral, mas o reconhecimento do trabalho que as pessoas fizeram antes, no momento em que se está lançando a proposta", discursou o petista.

Ele citou como exemplo o lançamento do edital do trem-bala, durante a semana, quando Lula citou o nome de Dilma. "Ela (Dilma) teve um papel fundamental para construir o edital, para formar os consórcios, para desenhar o projeto. E pela retidão da legislação eleitoral, não pode participar daquele momento (o lançamento do edital)", disse ele. "Eu acho que é mais um sentimento do Lula que qualquer outro objetivo, pois ele não precisa disso para falar bem dela. Lula Jamais faria se soubesse, ou se naquele momento conseguisse refletir sobre a necessidade de respeito à lei", continuou. "Acho que ali não tinha nenhum objetivo eleitoral, estava apenas creditando a quem de direito o trabalho que foi feito", finalizou o petista.

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