Mercadante aceita negociar com funcionalismo público

Num esforço para se contrapor à gestão do PSDB, o senador petista indicou que deve flexibilizar negociações salariais

iG São Paulo |

Num esforço para se contrapor à gestão do PSDB à frente do Palácio dos Bandeirantes, o senador Aloizio Mercadante (PT-SP) fez um aceno, na noite de ontem, de que, caso eleito, deve flexibilizar as negociações salariais entre o governo estadual e o funcionalismo público. Em uma reunião de três horas, na sede estadual do PT, o parlamentar se comprometeu a indicar membros do governo para o Sistema Integrado de Negociação Permanente (SINP), fórum de negociação criado em 2007 para tratar de reivindicações do serviço público. 

A estratégia de Mercadante é angariar o apoio da entidade, que agrega sindicatos com um histórico de greves e imbróglios durante a administração tucana em São Paulo. "O senador reconheceu a legitimidade do SINP e as nossas reivindicações", afirmou o presidente da entidade, Carlos Ramiro, também presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apeoesp). "O Mercadante foi o primeiro a aceitar dialogar conosco. Vamos agora procurar os outros candidatos", acrescentou. 

Essa não é a primeira vez que Mercadante dá mostras de que pretende adotar postura mais flexível com os servidores públicos. Em março deste ano, durante o estopim das greves de alguns setores do funcionalismo, Mercadante posicionou-se a favor das paralisações e pediu um diálogo "urgente" com os servidores. "Insatisfação do funcionalismo em São Paulo. Professores em greve, sem diálogo", afirmou Mercante, criticando a tese tucana de que as greves possuíam caráter político. 

O SINP congrega 42 sindicatos e federações, entre eles a Federação das Entidades de Servidores Públicos do Estado de São Paulo (Fepesp) e o Sindicato dos Trabalhadores da Saúde no Estado de São Paulo (SindSaúde). O fórum foi criado em 2007 durante a gestão do ex-governador José Serra (PSDB). Até hoje, no entanto, não foram indicados membros do governo estadual para integrar o órgão. Esvaziado, o fórum passou de uma estrutura de diálogo a um instrumento de reivindicação do funcionalismo público em São Paulo.

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