Marina sobe o tom de críticas a Serra e Dilma no dia do debate

Candidata do PV diz que petista muda de discurso e que tucano adotou o 'promessômetro'

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro |

Às vésperas do último debate do primeiro turno, que será realizado na noite desta quinta-feira (30), a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva , subiu o tom contra os adversários Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) durante uma coletiva realizada no início da tarde em um hotel na Zona Oeste do Rio. Confiante na sua ida para o segundo turno, Marina disse que não faz “discursos de conveniência” e que sua candidatura é a única “capaz de concorrer efetivamente” com Dilma.

Anderson Dezan
Marina Silva com Aspásia Camargo e Alfredo Sirkis
“A candidatura oficial de situação (Dilma) apresentou várias versões de um plano de governo que muda a cada instante. Já a candidatura oficial de oposição (Serra) sequer apresentou um plano de governo”, disse. “Somos o segundo turno viável, que de fato tem condição de disputar. Essa é a vantagem de votar Marina Silva em relação a outra candidatura, que não é competitiva em hipótese alguma no segundo turno”.

O encontro da candidata petista realizado na quarta-feira com lideranças religiosas cristãs para explicar sua posição contrária ao aborto voltou a ser comentado por Marina. Segundo ela, Dilma Rousseff mudou de opinião para ser favorecida. Mesmo com a polêmica, a política do PV disse que não usar o assunto para promover uma “guerra santa”.

“Tenho dito claramente que tenho uma posição contrária ao aborto. A minha posição tem sido coerente, transparente, de acordo com minhas convicções. Não tenho ido para o vale-tudo eleitoral, para fazer discursos de conveniência e nem ataques gratuitos contra aqueles que têm um posicionamento diferente do meu”, afirmou.

Marina também criticou a mudança de postura de José Serra sobre alguns temas. “Tem o ‘promessômetro’. O pessoal que criticava o Bolsa Família agora quer dar até décimo-terceiro para os beneficiários do programa”, disse, referindo-se ao candidato tucano, que também prometeu salário mínimo de R$ 600 a partir de 2011 e aposentadoria integral para servidores públicos.

As críticas da candidata verde aos candidatos líderes das pesquisas também teve como foco as propagandas eleitorais de ambos. Segundo Marina, temas importantes, como saúde, educação e saneamento básico não foram abordados adequadamente por Serra e Dilma durante a campanha. “Alguns porque preferiram fazer a novela do rosa (PT) e outros porque preferiram fazer a novela do azul (PSDB). Já eu não tive tempo. Tinha um minuto e 20 segundos”, queixou-se.

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