Marina pede 'cuidado' com propostas de controle social da mídia

Candidata do PV ao Palácio do Planalto participou hoje de um debate com estudantes da UnB

Adriano Ceolin, iG Brasília |

Em debate com estudantes da UnB (Universidade de Brasília), a candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, afirmou nesta quinta-feira que é preciso haver “cuidado” com a defesa do controle social dos meios de comunicação. “Temos de encontrar uma forma de não resvalar para qualquer forma de cerceamento, de censura”, disse.

A candidata do PV afirmou ter sido vítima no passado de uso da mídia por grupos financeiros e políticos ao responder a um estudante. “Fui vítima e entendo o que está falando. E eu tinha apenas uma cornetinha para fazer minha campanha no Acre”, disse. Marina, no entanto, ponderou: “Temos que ter relação com a iniciativa privada, que ela tenha uma função transparente”.

Na área de educação, Marina defendeu a criação de um programa que envolva a participação de estudantes em ações sociais, como atendimento a idosos e crianças. Sobre saúde, preferiu ser mais objetiva ao defender “a verdadeira” implementação do SUS (Sistema Único de Saúde), já previsto na Constituição. “Tenho compromisso visceral com saúde”, afirmou.

Marina lembrou ter votado a favor da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) que, inicialmente, previa o aumento dos recursos para a saúde. No entanto, ela disse ser conta a volta do imposto. “Qualquer nova criação de tributo tem de ser feita dentro da reforma tributária”, disse.

A candidata verde também foi questionada sobre a capacidade de governar do PV, um partido considerado de pequeno para médio e sem militância. “É olha as fotos das convenções dos outros partidos e olhar os 500 anos de política velha”, disse. “Acho que a nova militância está comigo”, completou.

Ainda respondendo a mesma pergunta, Marina afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou refém do fisiologismo do PMDB e o presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) do DEM. “Eu conheço muita gente que vota sem pedir nada em troca como Pedro Simon e Eduardo Suplicy”, afirmou.

Ainda sobre política, Marina disse ser contra a reeleição. “Sou contra a reeleição. As pessoas fazem de tudo para se reeleger”, disse a candidata verde. “Até defendo mandato de cinco anos, mas sou contra a reeleição”, completou.

Marina também foi questionada sobre o aborto. “Tenho uma posição contrária, mas não costumo satanizar as pessoas”, disse. “Eu não defendo o aborto e já paguei um preço por isso. Mas defendo radicalmente o direito das pessoas defenderem essa ideia. Sou a favor de um plebiscisto”, completou. Ela pediu para não ser tratada com preconceito por ser evangélica.

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