Marina pede 'ampla mobilização' para chegar ao 2º turno

Para candidata do PV, crescimento nas pesquisas de intenções de voto representa maior confiança na reta final da campanha

Agência Estado |

A candidata à Presidência da República pelo PV, Marina Silva , afirmou hoje, em Belém (PA), que está "inteiramente confiante" de que vai para o segundo turno da eleição. "Eu acredito na confiança dos cidadãos e das cidadãs e na capacidade de cada um de querer um Brasil melhor", disse.

Para ela, os últimos números da pesquisa Datafolha que revelam ter sido a candidata que mais cresceu na reta final da campanha, representam um sentimento da população que precisa ser ampliado com uma "ampla mobilização" dos simpatizantes, seja nas ruas ou pela internet, para conquistar novos eleitores.

"Tentaram me ignorar, mas agora não dá mais", repetiu a candidata, durante conversa com os jornalistas. Marina credita seu crescimento ao fato de sempre ter procurado "debater propostas" de governo, evitando ataques aos adversários e o que classificou de "vale tudo eleitoral".

Indagada se as denúncias de quebra de sigilo fiscal na Receita Federal e cobrança de propina na Casa Civil teriam contribuído para que ela subisse nas pesquisas, Marina disse: "Eu preferia que esses escândalos não tivessem acontecido, porque não ajudam o País."

O desenvolvimento sustentável da Amazônia, segundo a candidata, estará entre as suas prioridades de governo, caso seja eleita. Ela defende a combinação de ações de infraestrutura, uso sustentável das florestas, agricultura com sustentabilidade para grandes e pequenos proprietários, respeito às populações tradicionais e valorização dos seus produtos.

Feira

Ao sair do aeroporto internacional de Belém em carreata até o centro da cidade, Marina conversou com moradores e recebeu declarações explícitas de voto. Na feira do Ver-o-Peso, tradicional ponto turístico da capital paraense, a conversa com vendedores de frutas e ervas foi descontraída.

Ela contou ter morado em Belém na década de 60, quando sua família saiu do Acre, e sempre acompanhava a mãe ao Ver-o-Peso para comprar gó, uma espécie de peixe de água doce muito consumido na região. Segundo Marina, o peixe era assado e comido com farinha pela família.

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