Marina minimiza briga por paternidade do Bolsa Família

Candidata do PV também disse que vetaria novo Código Florestal se fosse eleita presidente

Flávia D¿Angelo, iG São Paulo |

A candidata do PV à Presidência, Marina Silva, minimizou a disputa entre os rivais José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT) à paternidade do programa Bolsa Família, uma das principais bandeiras de campanha da candidata petista e tema de investidas recorrentes do tucano. Um dia após Serra prometer duplicar o programa, Marina disse que prefere dar prioridade ao seu prórpio programa de governo, com a montagem de propostas para educação, saúde, segurança pública e um modelo de desenvolvimento sustentável.

A candidata do PV, que cumpriu agenda em São Paulo, disse que a briga pela paternidade do programa é uma demonstração de insegurança dos candidatos. “O compromisso de combate à pobreza é algo que se tem no DNA, como eu e o presidente Lula temos, e é um compromisso com a sociedade brasileira." Para a candidata do PV, o Bolsa Família é uma política social que deve ser mantida e aperfeiçoada como um programa social de terceira geração, com a inclusão de outros mecanismos.

Marina também criticou o relatório do deputado Aldo Rebelo (PC do B-SP) aprovado, ontem, pela comissão especial formada para analisar a reforma do Código Florestal Brasileiro. Durante visita na manhã de hoje à 16ª Francal - Feira Internacional da Moda em Calçados e Acessórios, em São Paulo, ela disse que o texto é “um grande retrocesso na legislação ambiental brasileira”.

Mariana Silva afirmou que se fosse presidente da República usaria o poder de veto para impedir as mudanças que estão em discussão, se aprovadas pelo Congresso Nacional. “Vetaria por que é um desserviço ao setor agrícola e à sociedade brasileira”.

A candidata disse que a sociedade precisa se preparar para a discussão do projeto no Senado Federal. Ela tem esperança que a reforma não seja aprovada como está, pois acredita em mobilização social para barrar o relatório do deputado Aldo Rebelo como aconteceu para aprovar o projeto da Ficha Limpa.

“O código abre mão das conquistas da constituição de 88. A luta não deve ser para ampliar a expansão da fronteira agrícola e, sim, para incentivar o aumento da produtividade dando escala para novas experiências.”

Propostas de governo
Questionada sobre a sua opinião a respeito do fato de Dilma ter assinado a sua proposta de governo sem ler, a candidata disse que prefere dar prioridade ao seu programa. Marina afirmou ter alguns problemas a enfrentar nas pastas de saúde, educação, segurança pública e desenvolvimento sustentável. "Pretendo melhorar o atendimento básico na saúde, implantar uma educação inovadora com foco na formação continuada do professor, fazer uma reforma no sistema de segurança pública e criar um modelo de desenolvimento que preserve os recursos naturais e promova a igualdade social.

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