Marina ironiza Serra pelo uso de 'Zé' no programa de TV

A presidenciável do PV também classificou a exposição da imagem do presidente Lula na propaganda do tucano como `oportunista¿

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

A candidata do PV ironizou a tentativa do candidato José Serra se popularizar, sendo chamado apenas de Zé na propaganda de TV. Ao se despedir de um eleitor de nome Zé Carlos, na saída do Mercado Municipal de São Paulo, onde fez campanha na manhã desta segunda feira, Marina aproveitou para alfinetar o concorrente: “Vocês sabem que esse nome está famoso. Todo mundo hoje quer ser Zé”, disse.

Agência Estado
A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, visita o Mercado Municipal, na região central de São Paulo
A presidenciável do PV também classificou a exposição da imagem do presidente Lula na propaganda do tucano como ‘oportunista’. Ao comentar se o PV também mostraria o presidente em seu programa na televisão, a Marina reiterou que não irá esconder a sua história. “Eu tenho uma trajetória de 30 anos no PT. Boa parte deles, dedicada à própria eleição do presidente Lula. A única coisa que posso adiantar para vocês é que eu não vou negar a minha história e não vou fazer uso oportunista da imagem dele. Eu só não vou usar a imagem de maneira oportunista nem reescrever a história”, afirmou a candidata, em crítica velada a José Serra, que fez oposição ao governo Lula e tenta tirar proveito da popularidade do presidente.

Marina também alfinetou os adversários por causa dos resultados das recentes pesquisas de intenção de voto, em clara referência às notícias de que José Serra está sendo abandonado por aliados e de que Dilma Rousseff se comporta como se fosse vencer no primeiro turno da eleição.

“Às vezes uma determinada ansiedade direciona para esse ou aquele lugar, criando saídas que não são as melhores para a democracia. Ainda é tempo para expor histórias e trajetórias. As pessoas ficam desanimadas e atordoadas, outras cantam vitória antes do tempo. Eu acredito é na democracia”, comentou.

Diferente de outros políticos que visitaram o mercado municipa, Marina Silva circulou pelo local sem degustar as frutas oferecidas pelos comerciantes. Apesar de posar para fotos com as frutas na mão, a candidata do PV não experimentou. Convidada a comer os tradicionais pastel de bacalhau e sanduíche de mortadela, iguarias do Mercadão de SP, ela também recusou o convite. Durante  a coletiva de imprensa, ela justificou a atitude e disse que não podia comer fora de hora, por questões de saúde. “Estou tomando remédio e tenho de comer na hora certa. Não posso ingerir nada derivado de queijos ou qualquer tipo de crustáceo.”

Símbolos religiosos

Após a caminhada no 'Mercadão' de São Paulo, Marina voltou ao local onde está hospedada na cidade para se preparar para o debate das emissoras de tv católicas Canção Nova e Aparecida, que serã transmitido hoje, à partir das 22h00. Além da candidata do PV, José Serra e Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) confirmaram presença no evento.

Apesar de ser cristã evangélica, Marina disse que não furtará em emitir opiniões sobre a proximidade dos católicos com o Estado ou o uso de símbolos religiosos em repartições públicas. "É bom que cada candidato assuma sua posição de forma clara, sem ter duas caras e dois discursos. Acho que o debate sobre o uso de símbolos religiosos tem que ter uma atitude de respeito com os espaços públicos, mas não podemos fazer disso um cabo de guerra. Se o entendimento da sociedade, por sermos um Estado laico, é de que não deve ter, vamos fazer esse debate adequadamente para verificar qual é a melhor forma de garantir uma cultura variada e as várias formas de manifestação espiritual que o nosso povo tem", comentou.

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