Marina estende viagem e faz campanha em Rio Branco

Candidata do PV voltou a criticar o ministro Guido Mantega e pediu ao eleitorado que leve a disputa para o segundo turno

Agência Estado |

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A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, acabou estendendo sua agenda de campanha no Acre, terra natal que visita pela primeira vez como presidenciável. Ela trocou hoje a programação discreta do fim de semana no Estado por um corpo a corpo com os eleitores no centro de Rio Branco e deu entrevista para o talk-show mais popular da TV local. A coordenação do PV espera que, com três dias de agenda intensa no Estado, Marina consiga subir nas pesquisas de intenção de voto e reduzir a influência do PT sobre os acreanos.

Devido à dificuldade de deslocamento para Cuiabá (MT) na noite de ontem, Marina ficou em Rio Branco e começou o dia na biblioteca do centro da capital do Estado, onde conheceu um programa de inclusão digital do PT no governo estadual, o Projeto Floresta Digital, que disponibiliza acesso gratuito à internet. Em seguida, a candidata percorreu as ruas do centro e visitou um mercado popular, onde comprou seis quilos de farinha típica da região.

Marina cumprimentou eleitores, tirou fotos e conversou com populares. Foi o único dia em que ela teve contato com eleitores nas ruas, uma vez que os compromissos anteriores em Rio Branco e Cruzeiro do Sul - segunda cidade mais importante do Estado - se resumiram a inaugurações de comitês domiciliares, lançamento da sua biografia, encontro com militantes e café da manhã com a família.

Quebra de sigilo
Antes de embarcar para São Paulo, Marina deu hoje entrevista para um programa de grande audiência no Estado, onde fez seu último apelo aos acreanos. A candidata voltou a criticar o episódio do vazamento do sigilo bancário de 140 contribuintes, entre eles pessoas ligadas ao presidenciável tucano José Serra, e o que chamou de falta de controle do ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre a Receita Federal. "Pode haver leniência, descontrole ou até jogo político."

A candidata avaliou que o aparelhamento do Estado por partidos políticos provoca situações como essa, uma vez que as escolhas para a ocupação de cargos não seriam de ordem técnica ou ética. "Contratam-se pessoas que não sabem nem o que estão fazendo", criticou.

Alianças
Marina pediu para que o eleitorado leve a disputa presidencial para o segundo turno e que preste atenção às alianças de seus adversários. "Diga-me as alianças que tem e eu lhe direi que governo terás", disse ela, ao se referir indiretamente aos acordos entre PT e PMDB e entre PSDB e DEM. "Foram 16 anos de briga ensandecida (entre governo e oposição) em que os interesses maiores do País não ficaram em primeiro plano", afirmou.

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