Marina diz ser a prova de que não há polarização nessa campanha

A candidata disse que não teme perder o posto de ¿terceira via¿ da disputa para Plínio

Eduaro Ferrari, iG Minas Gerais |

Agência Estado
Marina Silva participa do lançamento da Plataforma da Juventude, organizado pelo PV Jovem, em Belo Horizonte (MG)
A candidata à Presidência da República Marina Silva (PV) disse, no início da tarde desta sexta-feira (13), em Belo Horizonte, que não há polarização na campanha eleitoral para presidente. “Eu sou a prova de que não há polarização. O desempenho que tivemos nas nossas ações, como o twitaço e a participação no primeiro debate eleitoral, mostram que nossa candidatura está cada vez mais forte. Estamos trabalhando para chegar ao segundo turno”, disse.

Aos jornalistas, Marina também disse que não teme perder o posto de terceira via da eleição em referência ao crescimento da candidatura de Plínio Arruda (PSOL) que, depois do debate da Band, ampliou sua presença na mídia e apresentou propostas polêmicas como a liberalização da maconha e a reformulação do Senado Federal. “Eu defendo as instituições democráticas (...). O Brasil não precisa de oposição por oposição ou de quem defende a situação por situação, mas precisa de uma sucessão ao presidente Lula que mantenha os pontos positivos e corrija o que precisa ser revisto”, afirmou.

Encontro com a juventude

Para uma audiência de cerca de 200 pessoas, em sua maioria estudantes ligados ao Partido Verde, Mariana Silva falou que pretende “incentivar a participação dos jovens na definição das políticas públicas atrás da internet". “Vocês (se referindo ao público) fizeram da minha candidatura um sucesso. O twitaço fez muito barulho e em poucos minutos eu cheguei a 100 mil seguidores. Isso mostra que os jovens estão interessados em política e que com as novas tecnologias da internet podemos ter sua participação na definição das ações e dos projetos de governo”, disse Marina. O encontro, realizado num hotel da zona sul da cidade, contou com a participação de representantes de cerca de 15 Estados brasileiros que apresentaram a “plataforma das juventudes”, uma série de propostas em defesa aos direitos dos jovens, para inclusão no programa de governo da candidata.

Ainda no encontro, Marina falou da política externa do Governo Lula e afirmou que em seu governo não dará audiência para “aqueles líderes e países que não respeitam os direitos humanos”. “O Brasil evoluiu muito em sua política externa, passou a ter um olhar sobre a África, o que não acontecia antes. Passou a ser mais ouvido no G20 (grupo dos 20 países mais ricos), mas o presidente Lula errou quando deu audiência a países que não respeitam os direitos humanos e o Brasil está pagando por isso em sua imagem internacional. Nós vamos corrigir isso”, esclareceu Marina.

Em Belo Horizonte a agenda da senadora prossegue com uma visita agora à tarde às instalações da Santa Casa de Misericórdia da cidade. Na sequência, Marina Silva vai para Manaus, no Amazonas, onde à noite tem um encontro com lideranças políticas locais.

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