Marina diz que 'quilinhos a mais' a diferenciam de Dilma

Candidata do PV fez brincadeira em meio a nova leva de críticas sobre o vazamento de dados sigilosos da Receita Federal

Rodrigo Rodrigues, iG São Paulo |

Eduardo Garcia
Marina Silva brincou com peso da rival petista
Em tom de brincadeira, a candidata do PV ao Palácio do Planalto, Marina Silva, investiu no ponteiro da balança para falar sobre o que a diferencia da rival petista Dilma Rousseff. Questionada sobre o assunto por jornalistas, a senadora brincou: “Com certeza são os quilinhos a mais”.

A fala foi feita logo após a candidata do PV repetir as críticas que vem fazendo à Receita Federal, diante das notícias sobre o vazamento de dados sigilosos.  Marina disse ver uma “situação de descontrole” no órgão diante da informação de que o sigilo da filha do candidato tucano ao Planalto, José Serra (PSDB), também foi violado.

“Independentemente de ser um vazamento político, o cidadão precisa de respostas e de um sistema mais seguro. Nós estamos diante de um caso que as pessoas estão sendo expostas o tempo todo”, disse Marina. A senadora voltou a cobrar uma manifestação pública do Ministro da Fazenda, Guido Mantega, em função do noticiário que trata do assunto. De acordo com ela, o silêncio de Mantega “é mais que um incômodo, é uma omissão”.

Sobre a possibilidade do fim das investigações sobre o caso terminarem apenas depois das eleições, Marina disse não ver nenhum problema. A candidata, que participou de sabatina organizada pelo jornal O Estado de S.Paulo, cobrou rigor nas investigações. “A apuração tem que ser rápida, mas sem prejuízo para o processo. O importante é que a investigação esclareça o problema para a sociedade e puna os culpados exemplarmente”, disse.

Trem bala

Durante a sabatina, Marina também defendeu a revisão do projeto do trem-bala, que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro. Segundo a candidata, o dinheiro empregado no projeto poderia ser utilizado em educação, dobrando o orçamento do setor no período de um ano. Marina disse que o projeto do trem-bala só seria mantido se houvesse recursos sobrando. "Entre o trem-bala e a educação ou a saúde de qualidade, eu vou ficar com a educação de qualidade", afirmou a verde.

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