Marina diz que não critica o PT porque seria 'antiético'

A candidata do PV à Presidência voltou a explicar porque deixou o Ministério do Meio Ambiente e saiu do PT

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A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva , disse hoje que não vai criticar o PT, partido do qual foi filiada por 30 anos, porque não age de "forma antiética". A afirmação é uma explicação ao comportamento da candidata durante o episódio do mensalão - suposto esquema de compra de votos parlamentares no primeiro mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva - e os motivos pelos quais ela não deixou o PT.

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A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, durante encontro com o candidato ao governo do Rio pelo PV, Fernando Gabeira, nesta terça-feira (10)
A questão foi abordada ontem em entrevista de 12 minutos ao Jornal Nacional, da TV Globo."Ali, foi uma minoria que errou. O que não se pode fazer é uma generalização com todas as pessoas. Eu não participei de nenhum ato ilícito e conheço milhares de pessoas que também não participaram. E não é porque sou candidata que vou fazer discurso de conveniência", afirmou, negando-se a criticar seu antigo partido agora que é candidata.

Em visita na manhã de hoje ao Projeto de Incentivo à Vida (Pivi), na zona norte de São Paulo, Marina disse que o combate à corrupção é algo que sempre fez parte de sua vida e que a ética deve fazer parte da vida das pessoas como condição, e não como mérito. A candidata afirmou que conhece pessoas honestas mesmo em outros partidos, apesar de divergir da opinião delas. "Jamais vou ter uma atitude antiética em relação a essas pessoas, porque eu saí do partido (PT)."

Ela voltou a dizer que deixou o Ministério do Meio Ambiente e o PT porque não foi possível conciliar a defesa do meio ambiente e o crescimento econômico. "Mas o PT, assim como os demais, não foi capaz de compreender que meio ambiente e desenvolvimento não são contraditórios", afirmou.

Durante uma hora, Marina visitou as instalações do Pivi, projeto que é referência no atendimento a crianças em situação de risco - o programa atende 95 crianças e adolescentes. Ela defendeu a presença do Estado no oferecimento de apoio a esse tipo de projeto que hoje é bancado pela iniciativa privada e pessoas físicas. "Existe uma ação da sociedade que cria o constrangimento ético quando a gente vê pessoas com poucas condições fazendo e fazendo muito."

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