Marina diz que Lula e candidatos devem respeitar as leis

Em Goiânia, candidata do Partido Verde criticou uso da máquina em favor da petista Dilma Rousseff

Agência Estado |

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu hoje as boas práticas políticas e o respeito às leis, ao responder questionamento sobre a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em eventos políticos que beneficiam a candidata do PT, Dilma Rousseff. "Todos nós temos de respeitar as leis", disse Marina, após caminhada em uma das principais avenidas de Goiânia.

"E quanto mais consciência, responsabilidade e popularidade, mais ainda nós temos de respeitar a lei", afirmou em entrevista à imprensa, referindo-se a Lula: "Se o presidente não extrapolar a legislação, então ele pode fazer a campanha como cidadão", observou.

Em Goiânia, Marina discursou na Praça do Bandeirante, enfeitada com uma estátua do Anhanguera, em um dos pontos mais poluídos da cidade, onde cruzam as avenidas Goiás e Anhanguera. Também foi cercada por populares na avenida, deu esmola de R$ 2,20 para José Egídio, desempregado, e visitou o restaurante popular no Mercado Central.

Petróleo e trem-bala

A candidata também afirmou não ser contrária ao projeto da Petrobras de extração de petróleo da camada pré-sal. "Eu digo que o petróleo ainda é um mal necessário. E temos de utilizar o dinheiro do petróleo para investimento em ciência e tecnologia para substituir essa fonte de energia. Infelizmente, ainda é necessário", disse.

Mesmo assim, entende a presidenciável, a exploração profunda deverá ser cercada de cuidados. "Nós vamos ter de explorar com competência, com tecnologias que evitem danos como aconteceu no Golfo do México", ressaltou. "Depois, investir boa parte dos recursos obtidos na geração de novas fontes de energia, como eólica, solar, biomassa, e investir em pesquisas em hidrogênio e celulose".

Marina ainda criticou o projeto do trem-bala, ao ser questionada se o projeto é ambientalmente correto. "Primeiro, o projeto tem de ser conhecido, depois tem de passar pelo licenciamento", disse ela. "Ninguém que entende de meio ambiente fala se está correto ou não antes de analisar o projeto. Em relação aos investimentos, devem ser transparentes, até porque a maior parte dos investimentos são públicos, são recursos públicos oriundos do contribuinte".

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